sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A HISTÓRIA DA IGREJA CRISTÃ

A Igreja do Período Pentecostal

Podemos observar neste capítulo que continuamos fortes ou alicerçados naquele que é a pedra angular, o fundamento da igreja cristã em todas as épocas.
É interessante que Jesus enquanto vivo, não permitiu que anunciassem essa verdade a seu respeito, mas somente em um momento apropriado, ou seja, somente quando ressuscitasse dentre os mortos.
Entendo aqui que o momento que o Senhor Jesus escolheu para que tal proclamação de fato acontecesse, como o profeta Isaías proferiu em seu livro no capítulo 53.
Desta forma, rejeitava qualquer tipo de aclamação contrária ao propósito para o qual foi enviado pelo Pai.
Entretanto, no dia de pentecostes, a igreja movida pelo Espírito Santo saiu do anonimato para ser coadjuvante da história da igreja cristã.
A igreja teve seu início na cidade de Jerusalém e todos os membros eram judeus, pois os mesmos, num primeiro momento, não criam que os gentios fossem admitidos como membros em que se tornariam judeus, para depois aceitar a Cristo e consequentemente ser membro da igreja.
Com certeza, o apóstolo Paulo era o líder mais conhecido da igreja. Uma igreja pequena em número, contudo toda a mesma raça, todos obedientes e na comunhão do Espírito de Deus.
A Teologia e as crenças da igreja eram simples, mas foi sistematizada mais tarde pelo apóstolo Paulo. A igreja tinha como ferramenta evangelística mais eficaz o testemunho de cada um. Porém necessitava de algo sobrenatural de Deus para alcançar milhares de pessoas, foi aí que começou muitos milagres e maravilhas como o caso do coxo que foi curado na porta formosa por Pedro e João. Estes acontecimentos foram a locomotiva para atrair multidões para ouvir a palavra e aceitar o Cristo.
Só que eles não cumpriram a risca o ide de Jesus. Permaneceram em Jerusalém quando deveriam ter ido para outras terras e povos. Foi então que Deus mandou uma forte perseguição, de tal forma que os fez ir a outras nações e despertá-los para grande missão.

A Expansão da Igreja

Tudo aconteceu com o surgimento de uma contenda por parte dos helenistas contra os hebreus acerca das distribuições cotidianas das viúvas. Diante desse fato os discípulos propuseram a escolha de uma comissão entre os helenistas para cuidarem desses assuntos enquanto os discípulos cuidariam da palavra.
Estevão foi o primeiro da lista e começou a pregar não somente para judeus mas também para os gentios.
Cresciam igrejas nas quais os judeus e os gentios adoravam juntos e disputavam da mesma comunhão. Até que notícias chegaram até Jerusalém aonde seus membros acreditavam que não havia salvação fora de Israel ficaram indignados com as novas e enviaram Barnabé para que tomasse conhecimento dos acontecimentos. O que acabou gerando uma controvérsia entre os conservadores e os progressistas. Foi necessário um concílio em Jerusalém para resolver esse impasse. Chegaram à conclusão de que a lei não alcançava os gentios crentes, portanto, a igreja de Cristo passou a ser uma igreja de todas as nações.

A Era Sombria

Chamamos de “Era Sombria” em razão da perseguição sobre a igreja. Na década de 70, houve a queda de Jerusalém onde ocorreu uma grande transformação nas relações entre os cristãos e os judeus.
Os judeus decidiram fazer pequenas províncias com o objetivo de governar o mundo, um dos motivos de não ter tido sucesso eram que guerreavam entre si e os homens desconheciam o adestramento militar.
Tanto que a cidade de Jerusalém foi tomada e destruída pelo exército romano, onde milhares de judeus morreram, alguns dos que sobreviveram tornaram-se escravos e tantos outros prisioneiros.
A partir daí, judeus e cristãos separam-se definitivamente. Iniciou-se na década de 90 a segunda perseguição imperial aos cristãos, milhares foram mortos, em destaque, países como a Itália e Roma.
Nesta mesma época, João foi preso e exilado e foi onde recebeu a revelação que compõe o livro de Apocalipse, o livro das revelações, e também escreveu os últimos livros do Novo Testamento.
Já no início do segundo século estavam mais fincados entre as nações e expandiam gradativamente o número de membros. Tal expansão abrangia tanto a classe nobre quanto a classe escravizada, e todos eram tratados com impessoalidade.
No final do período do primeiro século, as doutrinas ensinadas por Paulo na epístola aos Romanos eram aceitas por toda igreja como regra de fé. Com isso, a igreja se fortalecia e se esforçava para continuar predominando em todo o extremo do Império Romano.

As Perseguições Imperiais Segundo
Período Geral

O Edito de Constantino fez cessar todos os propósitos de destruir a igreja de Cristo, pois antes desse edito havia muita perseguição contra os cristãos. Uma das causas de tanto ódio dos imperadores aos cristãos era o paganismo em que a adoração aos ídolos estava entrelaçada com todos os aspectos da vida, tais imagens eram encontradas em todos os lares. Por outro lado, o cristianismo se opunha a aceitar tal prática ou ter qualquer objeto de adoração, pois somente admitida a adoração ao seu próprio Deus.
Pelo fato dos cristãos não compactuarem com as práticas de outros deuses, se tornaram pessoas insociáveis e desleais e até conspiradores de revolução por não se prostrarem aos deuses do imperador.
A última e a mais terrível de todas as perseguições foram no governo de Diocleciano dentre uma série de editos foi determinado ao trono, seus subordinados continuaram a perseguição durante seis anos.
Com isso, Constantino expediu um memorável Edito de Tolerância, e através dessa lei o Cristianismo foi oficializado, tornando-se legal, com isso cessou toda perseguição.
Na segunda parte desta igreja, a perseguida, podemos observar a formação da Cânon do Novo Testamento, Desenvolvimento da Organização Eclesiástica e o Desenvolvimento da Doutrina.
Nem todos os livros formam aceitos pelas igrejas como sendo inspirados. Alguns deles como Hebreus, Tiago, Segunda Pedro e Apocalipse, aceitos no Oriente, porém não foram recusados por muitos anos no Ocidente.
Gradualmente os livros do Novo Testamento conquistaram proeminência das escrituras inspiradas e os outros livros fossem postos de lado pela igreja.
A perda de autoridade apostólica fez com que realizassem eleições de novos dirigentes, o crescimento e a expansão da igreja foram a causa de ser uma disciplina, tanto que a perseguição aproxima as igrejas umas das outras. Tanto que começaram as aparições de seitas e heresias e sentiram necessidade de se unirem para estabelecer artigos de fé.
Podemos notar que o que distingue este período é o desenvolvimento, pois na era apostólica a fé era de coração, ou seja, uma entrega pessoal com Deus.
Entretanto, a fé que agora focalizarmos é a fé mentalmente crescente e inflexível de doutrinas. Em suma, as normas de caráter cristão eram mais elevadas e a igreja possuía muitos santos direcionados pelo Espírito Santo de Deus.

A Igreja Perseguida 100-313
O aparecimento das seitas e heresias. A condição da igreja.

Junto com o desenvolvimento da doutrina teológica, desenvolveram-se as seitas e heresias na igreja cristã.
Podemos observar que a igreja judaica era orientada pelos seus membros. Havia uma leve tendência pelo pensamento abstrato e quando se compunha de gregos, especialmente de gregos místicos e desequilibrados da Ásia Menor, surgiam opiniões e teorias estranhas e era como enxerto do Cristianismo ao paganismo, e ainda interpretavam as escrituras de forma alegórica e aquilo que o intérprete achava que estava correto em sua própria interpretação.
Em geral, dentre (ebionitas, maniqueres, montanistas), as perseguições conservavam afastadas de todos aqueles que não eram sinceros em sua confissão de fé, pois não se unia a igreja para obter lucros, com isso a igreja cirandou no sentido de separar o joio do trigo.

A Igreja Imperial Terceiro
Período Integral

Após várias evoluções relatadas muitos lugares de templos que foram usados por pagãos foram dedicados ao culto cristão.
A palavra pagã significa idolatria a seus deuses, são mantidos pelo tesouro público, mas com mudanças que se operava, passou a ser concedido pela igreja e ao clero cristão, abrindo precedente para a entrada de dinheiro público que acabaram enriquecendo as igrejas, bispos e todos os funcionários.

A Igreja Imperial
Segunda Parte
Fundação de Constantinopla. Divisão do império, supressão do paganismo, controvérsias e concílios e o nascimento do Monacato.

A primeira controvérsia apareceu por causa da doutrina da trindade, o principal opositor dessa doutrina foi Atanásio, apesar de ser apenas diácono, conseguiu que a maioria do concílio condenasse as doutrinas.
Logo a controvérsia mais prolongada desse período foi a que dizia sobre pecado e salvação. Esta doutrina declarava que não herdamos a tendência pecaminosa de Adão, mas é a alma que faz suas próprias escolhas, onde julga a vontade do homem livre e totalmente responsável por suas atitudes. Depois que o cristianismo se impôs e dominou em todo império, o mundanismo penetrou na igreja e fez prevalecer seus costumes e muitos acabaram ficando com suas vidas enfraquecidas.





A Igreja Imperial
Terceira Parte
Desenvolvimento do Poder na Igreja Romana, A Queda do Império Romano Ocidental e Dirigentes do Período.

É sabido de todos que a cidade de Roma foi suplantada por Constantinopla, agora Roma, afirmando seu direito de ser a capital da igreja. A igreja fez grandes espaços para conquistar prestígio e poder e foi neste período que intitularam o bispo de Roma para papa, onde julgava ser superior e cabeça da igreja em toda a Europa ao Oeste do Mar Adriático.
Nesta época, apesar de decadente, o cristianismo era vivo e ativo e conquistou muitas raças que contribuiu para a renovação de uma nova raça européia, mesmo diante dessas grandes transformações na inclusão do papa, a igreja continuou conservando sua posição imperial.

A Igreja Medieval Quarto
Período Geral

Neste capítulo o fato mais notável nos dez séculos da Idade Média foi o desenvolvimento do poder papal.
Gregório I resistiu com êxito às pretensões patriarcais, desenvolveu certas doutrinas, inclusive a adoração a imagens, purgatório, a transubstanciação, isto é, a crença de que na missa ou comunhão, o pão e o vinho se transformaram milagrosamente no verdadeiro corpo e sangue de Cristo, por ter sido um grande administrador e muito competente da história da igreja Roma e por isso mereceu o título de Gregório, o Grande.
O crescimento do poder papal, apesar de sempre estar em ascensão, não era constante, assim como tinha governantes fracos, tinham papas fracos também.
Entretanto, o período fulminante foi entre os anos 1073-1216, em que os papas exerceram um poder quase que absoluto, não somente na igreja, mas também em toda Europa, e a partir daí desencadeou vários outros papas, com suas respectivas visões e pretensões, contudo incapazes de colocá-las em vigor.

BIBLIOGRAFIA
HURLBUT, Jessé Lyman. História da Igreja Cristã. Edição revista e atualizada. São Paulo: Editora Vida, 2007. Páginas 20-105.

Um comentário:

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