sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A HISTÓRIA DA IGREJA CRISTÃ

A Igreja do Período Pentecostal

Podemos observar neste capítulo que continuamos fortes ou alicerçados naquele que é a pedra angular, o fundamento da igreja cristã em todas as épocas.
É interessante que Jesus enquanto vivo, não permitiu que anunciassem essa verdade a seu respeito, mas somente em um momento apropriado, ou seja, somente quando ressuscitasse dentre os mortos.
Entendo aqui que o momento que o Senhor Jesus escolheu para que tal proclamação de fato acontecesse, como o profeta Isaías proferiu em seu livro no capítulo 53.
Desta forma, rejeitava qualquer tipo de aclamação contrária ao propósito para o qual foi enviado pelo Pai.
Entretanto, no dia de pentecostes, a igreja movida pelo Espírito Santo saiu do anonimato para ser coadjuvante da história da igreja cristã.
A igreja teve seu início na cidade de Jerusalém e todos os membros eram judeus, pois os mesmos, num primeiro momento, não criam que os gentios fossem admitidos como membros em que se tornariam judeus, para depois aceitar a Cristo e consequentemente ser membro da igreja.
Com certeza, o apóstolo Paulo era o líder mais conhecido da igreja. Uma igreja pequena em número, contudo toda a mesma raça, todos obedientes e na comunhão do Espírito de Deus.
A Teologia e as crenças da igreja eram simples, mas foi sistematizada mais tarde pelo apóstolo Paulo. A igreja tinha como ferramenta evangelística mais eficaz o testemunho de cada um. Porém necessitava de algo sobrenatural de Deus para alcançar milhares de pessoas, foi aí que começou muitos milagres e maravilhas como o caso do coxo que foi curado na porta formosa por Pedro e João. Estes acontecimentos foram a locomotiva para atrair multidões para ouvir a palavra e aceitar o Cristo.
Só que eles não cumpriram a risca o ide de Jesus. Permaneceram em Jerusalém quando deveriam ter ido para outras terras e povos. Foi então que Deus mandou uma forte perseguição, de tal forma que os fez ir a outras nações e despertá-los para grande missão.

A Expansão da Igreja

Tudo aconteceu com o surgimento de uma contenda por parte dos helenistas contra os hebreus acerca das distribuições cotidianas das viúvas. Diante desse fato os discípulos propuseram a escolha de uma comissão entre os helenistas para cuidarem desses assuntos enquanto os discípulos cuidariam da palavra.
Estevão foi o primeiro da lista e começou a pregar não somente para judeus mas também para os gentios.
Cresciam igrejas nas quais os judeus e os gentios adoravam juntos e disputavam da mesma comunhão. Até que notícias chegaram até Jerusalém aonde seus membros acreditavam que não havia salvação fora de Israel ficaram indignados com as novas e enviaram Barnabé para que tomasse conhecimento dos acontecimentos. O que acabou gerando uma controvérsia entre os conservadores e os progressistas. Foi necessário um concílio em Jerusalém para resolver esse impasse. Chegaram à conclusão de que a lei não alcançava os gentios crentes, portanto, a igreja de Cristo passou a ser uma igreja de todas as nações.

A Era Sombria

Chamamos de “Era Sombria” em razão da perseguição sobre a igreja. Na década de 70, houve a queda de Jerusalém onde ocorreu uma grande transformação nas relações entre os cristãos e os judeus.
Os judeus decidiram fazer pequenas províncias com o objetivo de governar o mundo, um dos motivos de não ter tido sucesso eram que guerreavam entre si e os homens desconheciam o adestramento militar.
Tanto que a cidade de Jerusalém foi tomada e destruída pelo exército romano, onde milhares de judeus morreram, alguns dos que sobreviveram tornaram-se escravos e tantos outros prisioneiros.
A partir daí, judeus e cristãos separam-se definitivamente. Iniciou-se na década de 90 a segunda perseguição imperial aos cristãos, milhares foram mortos, em destaque, países como a Itália e Roma.
Nesta mesma época, João foi preso e exilado e foi onde recebeu a revelação que compõe o livro de Apocalipse, o livro das revelações, e também escreveu os últimos livros do Novo Testamento.
Já no início do segundo século estavam mais fincados entre as nações e expandiam gradativamente o número de membros. Tal expansão abrangia tanto a classe nobre quanto a classe escravizada, e todos eram tratados com impessoalidade.
No final do período do primeiro século, as doutrinas ensinadas por Paulo na epístola aos Romanos eram aceitas por toda igreja como regra de fé. Com isso, a igreja se fortalecia e se esforçava para continuar predominando em todo o extremo do Império Romano.

As Perseguições Imperiais Segundo
Período Geral

O Edito de Constantino fez cessar todos os propósitos de destruir a igreja de Cristo, pois antes desse edito havia muita perseguição contra os cristãos. Uma das causas de tanto ódio dos imperadores aos cristãos era o paganismo em que a adoração aos ídolos estava entrelaçada com todos os aspectos da vida, tais imagens eram encontradas em todos os lares. Por outro lado, o cristianismo se opunha a aceitar tal prática ou ter qualquer objeto de adoração, pois somente admitida a adoração ao seu próprio Deus.
Pelo fato dos cristãos não compactuarem com as práticas de outros deuses, se tornaram pessoas insociáveis e desleais e até conspiradores de revolução por não se prostrarem aos deuses do imperador.
A última e a mais terrível de todas as perseguições foram no governo de Diocleciano dentre uma série de editos foi determinado ao trono, seus subordinados continuaram a perseguição durante seis anos.
Com isso, Constantino expediu um memorável Edito de Tolerância, e através dessa lei o Cristianismo foi oficializado, tornando-se legal, com isso cessou toda perseguição.
Na segunda parte desta igreja, a perseguida, podemos observar a formação da Cânon do Novo Testamento, Desenvolvimento da Organização Eclesiástica e o Desenvolvimento da Doutrina.
Nem todos os livros formam aceitos pelas igrejas como sendo inspirados. Alguns deles como Hebreus, Tiago, Segunda Pedro e Apocalipse, aceitos no Oriente, porém não foram recusados por muitos anos no Ocidente.
Gradualmente os livros do Novo Testamento conquistaram proeminência das escrituras inspiradas e os outros livros fossem postos de lado pela igreja.
A perda de autoridade apostólica fez com que realizassem eleições de novos dirigentes, o crescimento e a expansão da igreja foram a causa de ser uma disciplina, tanto que a perseguição aproxima as igrejas umas das outras. Tanto que começaram as aparições de seitas e heresias e sentiram necessidade de se unirem para estabelecer artigos de fé.
Podemos notar que o que distingue este período é o desenvolvimento, pois na era apostólica a fé era de coração, ou seja, uma entrega pessoal com Deus.
Entretanto, a fé que agora focalizarmos é a fé mentalmente crescente e inflexível de doutrinas. Em suma, as normas de caráter cristão eram mais elevadas e a igreja possuía muitos santos direcionados pelo Espírito Santo de Deus.

A Igreja Perseguida 100-313
O aparecimento das seitas e heresias. A condição da igreja.

Junto com o desenvolvimento da doutrina teológica, desenvolveram-se as seitas e heresias na igreja cristã.
Podemos observar que a igreja judaica era orientada pelos seus membros. Havia uma leve tendência pelo pensamento abstrato e quando se compunha de gregos, especialmente de gregos místicos e desequilibrados da Ásia Menor, surgiam opiniões e teorias estranhas e era como enxerto do Cristianismo ao paganismo, e ainda interpretavam as escrituras de forma alegórica e aquilo que o intérprete achava que estava correto em sua própria interpretação.
Em geral, dentre (ebionitas, maniqueres, montanistas), as perseguições conservavam afastadas de todos aqueles que não eram sinceros em sua confissão de fé, pois não se unia a igreja para obter lucros, com isso a igreja cirandou no sentido de separar o joio do trigo.

A Igreja Imperial Terceiro
Período Integral

Após várias evoluções relatadas muitos lugares de templos que foram usados por pagãos foram dedicados ao culto cristão.
A palavra pagã significa idolatria a seus deuses, são mantidos pelo tesouro público, mas com mudanças que se operava, passou a ser concedido pela igreja e ao clero cristão, abrindo precedente para a entrada de dinheiro público que acabaram enriquecendo as igrejas, bispos e todos os funcionários.

A Igreja Imperial
Segunda Parte
Fundação de Constantinopla. Divisão do império, supressão do paganismo, controvérsias e concílios e o nascimento do Monacato.

A primeira controvérsia apareceu por causa da doutrina da trindade, o principal opositor dessa doutrina foi Atanásio, apesar de ser apenas diácono, conseguiu que a maioria do concílio condenasse as doutrinas.
Logo a controvérsia mais prolongada desse período foi a que dizia sobre pecado e salvação. Esta doutrina declarava que não herdamos a tendência pecaminosa de Adão, mas é a alma que faz suas próprias escolhas, onde julga a vontade do homem livre e totalmente responsável por suas atitudes. Depois que o cristianismo se impôs e dominou em todo império, o mundanismo penetrou na igreja e fez prevalecer seus costumes e muitos acabaram ficando com suas vidas enfraquecidas.





A Igreja Imperial
Terceira Parte
Desenvolvimento do Poder na Igreja Romana, A Queda do Império Romano Ocidental e Dirigentes do Período.

É sabido de todos que a cidade de Roma foi suplantada por Constantinopla, agora Roma, afirmando seu direito de ser a capital da igreja. A igreja fez grandes espaços para conquistar prestígio e poder e foi neste período que intitularam o bispo de Roma para papa, onde julgava ser superior e cabeça da igreja em toda a Europa ao Oeste do Mar Adriático.
Nesta época, apesar de decadente, o cristianismo era vivo e ativo e conquistou muitas raças que contribuiu para a renovação de uma nova raça européia, mesmo diante dessas grandes transformações na inclusão do papa, a igreja continuou conservando sua posição imperial.

A Igreja Medieval Quarto
Período Geral

Neste capítulo o fato mais notável nos dez séculos da Idade Média foi o desenvolvimento do poder papal.
Gregório I resistiu com êxito às pretensões patriarcais, desenvolveu certas doutrinas, inclusive a adoração a imagens, purgatório, a transubstanciação, isto é, a crença de que na missa ou comunhão, o pão e o vinho se transformaram milagrosamente no verdadeiro corpo e sangue de Cristo, por ter sido um grande administrador e muito competente da história da igreja Roma e por isso mereceu o título de Gregório, o Grande.
O crescimento do poder papal, apesar de sempre estar em ascensão, não era constante, assim como tinha governantes fracos, tinham papas fracos também.
Entretanto, o período fulminante foi entre os anos 1073-1216, em que os papas exerceram um poder quase que absoluto, não somente na igreja, mas também em toda Europa, e a partir daí desencadeou vários outros papas, com suas respectivas visões e pretensões, contudo incapazes de colocá-las em vigor.

BIBLIOGRAFIA
HURLBUT, Jessé Lyman. História da Igreja Cristã. Edição revista e atualizada. São Paulo: Editora Vida, 2007. Páginas 20-105.

HISTÓRIA DA IGREJA CRISTÃ




A Igreja do Período Pentecostal

Podemos observar neste capítulo que continuamos fortes ou alicerçados naquele que é a pedra angular, o fundamento da igreja cristã em todas as épocas.
É interessante que Jesus enquanto vivo, não permitiu que anunciassem essa verdade a seu respeito, mas somente em um momento apropriado, ou seja, somente quando ressuscitasse dentre os mortos.
Entendo aqui que o momento que o Senhor Jesus escolheu para que tal proclamação de fato acontecesse, como o profeta Isaías proferiu em seu livro no capítulo 53.
Desta forma, rejeitava qualquer tipo de aclamação contrária ao propósito para o qual foi enviado pelo Pai.
Entretanto, no dia de pentecostes, a igreja movida pelo Espírito Santo saiu do anonimato para ser coadjuvante da história da igreja cristã.
A igreja teve seu início na cidade de Jerusalém e todos os membros eram judeus, pois os mesmos, num primeiro momento, não criam que os gentios fossem admitidos como membros em que se tornariam judeus, para depois aceitar a Cristo e consequentemente ser membro da igreja.
Com certeza, o apóstolo Paulo era o líder mais conhecido da igreja. Uma igreja pequena em número, contudo toda a mesma raça, todos obedientes e na comunhão do Espírito de Deus.
A Teologia e as crenças da igreja eram simples, mas foi sistematizada mais tarde pelo apóstolo Paulo. A igreja tinha como ferramenta evangelística mais eficaz o testemunho de cada um. Porém necessitava de algo sobrenatural de Deus para alcançar milhares de pessoas, foi aí que começou muitos milagres e maravilhas como o caso do coxo que foi curado na porta formosa por Pedro e João. Estes acontecimentos foram a locomotiva para atrair multidões para ouvir a palavra e aceitar o Cristo.
Só que eles não cumpriram a risca o ide de Jesus. Permaneceram em Jerusalém quando deveriam ter ido para outras terras e povos. Foi então que Deus mandou uma forte perseguição, de tal forma que os fez ir a outras nações e despertá-los para grande missão.

A Expansão da Igreja

Tudo aconteceu com o surgimento de uma contenda por parte dos helenistas contra os hebreus acerca das distribuições cotidianas das viúvas. Diante desse fato os discípulos propuseram a escolha de uma comissão entre os helenistas para cuidarem desses assuntos enquanto os discípulos cuidariam da palavra.
Estevão foi o primeiro da lista e começou a pregar não somente para judeus mas também para os gentios.
Cresciam igrejas nas quais os judeus e os gentios adoravam juntos e disputavam da mesma comunhão. Até que notícias chegaram até Jerusalém aonde seus membros acreditavam que não havia salvação fora de Israel ficaram indignados com as novas e enviaram Barnabé para que tomasse conhecimento dos acontecimentos. O que acabou gerando uma controvérsia entre os conservadores e os progressistas. Foi necessário um concílio em Jerusalém para resolver esse impasse. Chegaram à conclusão de que a lei não alcançava os gentios crentes, portanto, a igreja de Cristo passou a ser uma igreja de todas as nações.

A Era Sombria

Chamamos de “Era Sombria” em razão da perseguição sobre a igreja. Na década de 70, houve a queda de Jerusalém onde ocorreu uma grande transformação nas relações entre os cristãos e os judeus.
Os judeus decidiram fazer pequenas províncias com o objetivo de governar o mundo, um dos motivos de não ter tido sucesso eram que guerreavam entre si e os homens desconheciam o adestramento militar.
Tanto que a cidade de Jerusalém foi tomada e destruída pelo exército romano, onde milhares de judeus morreram, alguns dos que sobreviveram tornaram-se escravos e tantos outros prisioneiros.
A partir daí, judeus e cristãos separam-se definitivamente. Iniciou-se na década de 90 a segunda perseguição imperial aos cristãos, milhares foram mortos, em destaque, países como a Itália e Roma.
Nesta mesma época, João foi preso e exilado e foi onde recebeu a revelação que compõe o livro de Apocalipse, o livro das revelações, e também escreveu os últimos livros do Novo Testamento.
Já no início do segundo século estavam mais fincados entre as nações e expandiam gradativamente o número de membros. Tal expansão abrangia tanto a classe nobre quanto a classe escravizada, e todos eram tratados com impessoalidade.
No final do período do primeiro século, as doutrinas ensinadas por Paulo na epístola aos Romanos eram aceitas por toda igreja como regra de fé. Com isso, a igreja se fortalecia e se esforçava para continuar predominando em todo o extremo do Império Romano.

As Perseguições Imperiais Segundo
Período Geral

O Edito de Constantino fez cessar todos os propósitos de destruir a igreja de Cristo, pois antes desse edito havia muita perseguição contra os cristãos. Uma das causas de tanto ódio dos imperadores aos cristãos era o paganismo em que a adoração aos ídolos estava entrelaçada com todos os aspectos da vida, tais imagens eram encontradas em todos os lares. Por outro lado, o cristianismo se opunha a aceitar tal prática ou ter qualquer objeto de adoração, pois somente admitida a adoração ao seu próprio Deus.
Pelo fato dos cristãos não compactuarem com as práticas de outros deuses, se tornaram pessoas insociáveis e desleais e até conspiradores de revolução por não se prostrarem aos deuses do imperador.
A última e a mais terrível de todas as perseguições foram no governo de Diocleciano dentre uma série de editos foi determinado ao trono, seus subordinados continuaram a perseguição durante seis anos.
Com isso, Constantino expediu um memorável Edito de Tolerância, e através dessa lei o Cristianismo foi oficializado, tornando-se legal, com isso cessou toda perseguição.
Na segunda parte desta igreja, a perseguida, podemos observar a formação da Cânon do Novo Testamento, Desenvolvimento da Organização Eclesiástica e o Desenvolvimento da Doutrina.
Nem todos os livros formam aceitos pelas igrejas como sendo inspirados. Alguns deles como Hebreus, Tiago, Segunda Pedro e Apocalipse, aceitos no Oriente, porém não foram recusados por muitos anos no Ocidente.
Gradualmente os livros do Novo Testamento conquistaram proeminência das escrituras inspiradas e os outros livros fossem postos de lado pela igreja.
A perda de autoridade apostólica fez com que realizassem eleições de novos dirigentes, o crescimento e a expansão da igreja foram a causa de ser uma disciplina, tanto que a perseguição aproxima as igrejas umas das outras. Tanto que começaram as aparições de seitas e heresias e sentiram necessidade de se unirem para estabelecer artigos de fé.
Podemos notar que o que distingue este período é o desenvolvimento, pois na era apostólica a fé era de coração, ou seja, uma entrega pessoal com Deus.
Entretanto, a fé que agora focalizarmos é a fé mentalmente crescente e inflexível de doutrinas. Em suma, as normas de caráter cristão eram mais elevadas e a igreja possuía muitos santos direcionados pelo Espírito Santo de Deus.

A Igreja Perseguida 100-313
O aparecimento das seitas e heresias. A condição da igreja.

Junto com o desenvolvimento da doutrina teológica, desenvolveram-se as seitas e heresias na igreja cristã.
Podemos observar que a igreja judaica era orientada pelos seus membros. Havia uma leve tendência pelo pensamento abstrato e quando se compunha de gregos, especialmente de gregos místicos e desequilibrados da Ásia Menor, surgiam opiniões e teorias estranhas e era como enxerto do Cristianismo ao paganismo, e ainda interpretavam as escrituras de forma alegórica e aquilo que o intérprete achava que estava correto em sua própria interpretação.
Em geral, dentre (ebionitas, maniqueres, montanistas), as perseguições conservavam afastadas de todos aqueles que não eram sinceros em sua confissão de fé, pois não se unia a igreja para obter lucros, com isso a igreja cirandou no sentido de separar o joio do trigo.

A Igreja Imperial Terceiro
Período Integral

Após várias evoluções relatadas muitos lugares de templos que foram usados por pagãos foram dedicados ao culto cristão.
A palavra pagã significa idolatria a seus deuses, são mantidos pelo tesouro público, mas com mudanças que se operava, passou a ser concedido pela igreja e ao clero cristão, abrindo precedente para a entrada de dinheiro público que acabaram enriquecendo as igrejas, bispos e todos os funcionários.

A Igreja Imperial
Segunda Parte
Fundação de Constantinopla. Divisão do império, supressão do paganismo, controvérsias e concílios e o nascimento do Monacato.

A primeira controvérsia apareceu por causa da doutrina da trindade, o principal opositor dessa doutrina foi Atanásio, apesar de ser apenas diácono, conseguiu que a maioria do concílio condenasse as doutrinas.
Logo a controvérsia mais prolongada desse período foi a que dizia sobre pecado e salvação. Esta doutrina declarava que não herdamos a tendência pecaminosa de Adão, mas é a alma que faz suas próprias escolhas, onde julga a vontade do homem livre e totalmente responsável por suas atitudes. Depois que o cristianismo se impôs e dominou em todo império, o mundanismo penetrou na igreja e fez prevalecer seus costumes e muitos acabaram ficando com suas vidas enfraquecidas.





A Igreja Imperial
Terceira Parte
Desenvolvimento do Poder na Igreja Romana, A Queda do Império Romano Ocidental e Dirigentes do Período.

É sabido de todos que a cidade de Roma foi suplantada por Constantinopla, agora Roma, afirmando seu direito de ser a capital da igreja. A igreja fez grandes espaços para conquistar prestígio e poder e foi neste período que intitularam o bispo de Roma para papa, onde julgava ser superior e cabeça da igreja em toda a Europa ao Oeste do Mar Adriático.
Nesta época, apesar de decadente, o cristianismo era vivo e ativo e conquistou muitas raças que contribuiu para a renovação de uma nova raça européia, mesmo diante dessas grandes transformações na inclusão do papa, a igreja continuou conservando sua posição imperial.

A Igreja Medieval Quarto
Período Geral

Neste capítulo o fato mais notável nos dez séculos da Idade Média foi o desenvolvimento do poder papal.
Gregório I resistiu com êxito às pretensões patriarcais, desenvolveu certas doutrinas, inclusive a adoração a imagens, purgatório, a transubstanciação, isto é, a crença de que na missa ou comunhão, o pão e o vinho se transformaram milagrosamente no verdadeiro corpo e sangue de Cristo, por ter sido um grande administrador e muito competente da história da igreja Roma e por isso mereceu o título de Gregório, o Grande.
O crescimento do poder papal, apesar de sempre estar em ascensão, não era constante, assim como tinha governantes fracos, tinham papas fracos também.
Entretanto, o período fulminante foi entre os anos 1073-1216, em que os papas exerceram um poder quase que absoluto, não somente na igreja, mas também em toda Europa, e a partir daí desencadeou vários outros papas, com suas respectivas visões e pretensões, contudo incapazes de colocá-las em vigor.

BIBLIOGRAFIA
HURLBUT, Jessé Lyman. História da Igreja Cristã. Edição revista e atualizada. São Paulo: Editora Vida, 2007. Páginas 20-105.

domingo, 28 de fevereiro de 2010















ESTUDO SOBRE RUTE




O livro de Rute e sua relação com a história de Israel e do Antigo Oriente Médio



DATA


(1) O acontecimento narrado: O livro de Rute narra uma história do tempo dos juízes, antes de se instalar a monarquia em Israel. Essa história era tão querida e tão importante para a formação do povo bíblico que ela foi guardada e transmitida, oralmente, por vários séculos, até se tornar um documento escrito e incluído no livro sagrado de Israel.


(2) A editoração da história: A publicação escrita do livro de Rute deu-se após o período de Esdras. É sabido que nesse período, Esdras editou a Tora, o ensino divino (o Pentateuco) e deu muita ênfase ao cumprimento de suas palavras. Todavia, o povo procurava cumprir as formalidades externas da lei, sem procurar relacioná-la à vida humana e suas carências básicas, a saber, o amor, a bondade, a compaixão. Foi nesse momento que o povo crente fez uso da história de Rute, para mostrar às pessoas que o amor é mais importante que a letra da lei.


(3) A canonização como texto sagrado: Foi no período pós-exílico que o povo fiel decidiu a separar e tratar essa história como uma "palavra inspirada de Deus". O critério de escolha dos livros sagrados, por parte da comunidade de crentes, baseou-se na inspiração divina, e nunca na beleza estética e literária da composição.


LUGAR

A história, contada pelo livro de Rute, transcorre em dois lugares: as regiões montanhosas de Moabe (na Transjordânia) e de Belém (em Judá). Alguns detalhes dessa história são valiosas para a reflexão:

1. Rute e Orfa eram moabitas, isto é, estrangeiras, enquanto que Noemi, Elimeque e os filhos Malom e Quilion eram israelitas.

2. Tanto em Moabe como Belém não possuíam templo, rei e sacerdote. Isso é uma prova que a história de Rute é do tempo dos juízes (1200-1030 a.C.).

3. O livro mostra que a vida não estava fácil para a população de Judá. Havia fome entre as famílias que viviam na periferia dos centros de produção agrícola (Rt 1.1). Apesar das dificuldades, a família de Noemi - Elimeque (esposo), Malom e Quiliom (filhos) - não perderam a fé e a esperança em Javé.

4. Belém é uma cidade situada sobre as montanhas a dez quilômetros de Jerusalém, ao sul do território de Canaã (mais tarde denominada Terra de Israel). Belém é uma cidade importante para a história bíblica. É terra natal de Davi e de Jesus, e onde Gn 35.16-20 menciona estar o túmulo de Raquel. Quanto à Moabe, trata-se de uma região montanhosa localizada ao leste do Mar Morto, por onde Moisés passou antes de atingir o Monte Nebo e entrar em Canaã. O povo de Moabe era aparentado com os israelitas, mas sempre considerados estrangeiros.

Questões para pensar:

1. Por que o cenário da história de Rute e Noemi é tão negativo: fome, semi-deserto, morte e amargura? Será que a periferia é dos espaços preferidos para Deus agir? Será que a periferia é um dos cenários preferidos da Bíblia para fazer nascer a esperança?

2. Pensar que o povo de Israel nasceu no deserto, isto é, na periferia da terra de Canaã; Pensar que Jesus nasceu na estrebaria, isto é, periferia da cidade de Belém, e que o ministério de Jesus também teve início no deserto, periferia de Judá.

3. Apesar das dificuldades próprias da vida na periferia, a Bíblia quer valorizar e aprofundar o sentido da vida em família.


MOTIVOS ESTÉTICOS

O seu livro foi escrito numa forma de novela, certamente, para atrair mais a atenção dos ouvintes e leitores. Esteticamente é uma leitura agradável e prazerosa. A história possui um enredo principal (a trajetória da moabita Rute até se tornar parte da genealogia de Davi e Jesus). Todavia, a história não dispensa os elementos secundários, pois eles ajudam a compor o belo e charmoso conjunto literário. Por ser uma narrativa perfeita, muitos novelistas, teatrólogos e produtores de cinema tomaram e projetaram a história de Rute como tema.

Também não passava, pela cabeça do povo bíblico, tomar as pequenas histórias, como a de Rute, com a intenção de entretenimento e lazer. Parodiando o profeta Jeremias, o povo não cavava poço onde não havia água (Jr 2.13).

**Observação: ** o autor ou autora não se preocupou, basicamente, com a beleza literária de seu livro.


MOTIVOS HISTÓRICOS


Os historiadores modernos não levam a sério a veracidade dessa história. Todavia, é preciso levar em conta alguns detalhes importantes para o estudo do livro:

Primeiro, os historiadores modernos descrevem a história através do critério da factualidade, isto é, do ocorrido, do fato acontecido.

Segundo, o povo bíblico tinha um outro jeito de descrever um fato histórico. A Bíblia conta a história através de

Novelas (como o livro de Rute),
Fábula (como a de Joatão, Jz 9.7-15),
Contos (como o de José, em Gn 37-47).
Saga heróica (como a de Moisés, narrada pelos livros Êxodo e Deuteronômio).

Terceiro, os historiadores e historiadoras da Bíblia mostram uma forma alternativa de narrar a história: eles/as contam a história priorizando a mão de Deus, intervindo nos acontecimentos. O ceticismo, às vezes, e o constante interesse pela análise científica dos fatos acontecidos, colaboram para que os/as historiadores/as modernos/as optem por este critério.

**Observação: ** A Bíblia não está preocupada em apresentar provas da historicidade dos testemunhos contados por seu povo.


MOTIVOS PEDAGÓGICOS

O livro conta uma história ocorrida no período dos juízes, isto é, entre 1200 e 1030 anos antes de Cristo, aproximadamente. Certamente, a situação do povo bíblico era de desobediência, pois o livro mostra que a disciplina da comunidade estava fraca: a "lei do levirato" (ler Dt 25.5-10 e Gn 38) - que obrigava um irmão, ou parente mais próximo, a casar-se com a viúva do irmão ou parente falecido - não estava sendo aplicada. Por que razão o povo fez uso dessa história?

Primeiro. Algo errado estava ocorrendo na comunidade do povo bíblico, e quando isso ocorria, as pessoas lançavam mão de fórmulas de solução:

1. Recorriam às formulações legais. Nesse caso, eles liam e analisavam a instrução divina (Dt 25.5-10). É bom lembrar que o ensino divino por excelência está basicamente nos cinco livros, o Pentateuco. O Salmo 19 afirma que o ensino do Senhor é perfeito e restaura a vida (Sl 19. 7-10).

2. Lançavam mão de histórias pessoais ou testemunhos de pessoas que foram guardados na memória do povo como exemplo de solução para esses problemas particulares. Assim, as histórias de Judá e Tamar (Gn 38) e Rute ajudavam a corrigir as pessoas infratoras.

3. Tudo faz crer que as formulações de leis, como Dt 25.5-10, não eram simpáticas ao povo, mas as histórias, contendo exemplos de vida, eram mais usadas e assimiladas pela população. Daí, a importância do livro de Rute.

4. A prática de recorrer às pequenas histórias do povo é comum ao povo bíblico. A finalidade dessa prática era, e continua sendo a busca de informações, pistas e soluções para enfrentar os problemas do dia-a-dia. A prática de recorrer as histórias do passado foi comum nos período de grande tribulação e dificuldade. Muitas eram as finalidades:

* para revigorar e alentar a fé do povo crente e oprimido,
* para saber como o povo do passado enfrentava os desafios,
* para iluminar o presente e projetar o futuro.

Essa prática tornou-se comum nos séculos que se seguiram ao exílio babilônico (550 a 300 anos antes de Cristo). Daí, surgiu um novo método de estudo da Bíblia, chamado "Midraxe", uma palavra hebraica que tem sua raiz no verbo "buscar".

Por exemplo, durante o cativeiro na Babilônia, um profeta do Senhor leu e reinterpretou a história do êxodo do Egito (Isaías 40.1-55.13). Enfrentando o exílio, o profeta levou o povo a saber como Deus salvou os irmãos e irmãs do passado, nas mesmas condições.

Questões para pensar:

1. Por que a história de Rute levou tanto tempo para ser escrita? Será que o povo que guardou e transmitiu a história de Rute e Noemi era analfabeto? No período 1000, antes de Cristo, o papiro ainda não era usado? Para que finalidade a história de Rute e Noemi foi usada: para o entretenimento das famílias e do povo? Para o prazer de uma boa leitura? Para a busca de informações sobre a vida e cultura do povo israelita no período anterior à monarquia? Como uma história significativa e instrutiva para o povo? Como um constante testemunho para as gerações do presente e do futuro?

2. Por que não guardamos e transmitimos o testemunho de mulheres e homens de nossa igreja local?


O livro de Rute conduz muitas lições que o povo soube captar e usar nos momentos oportunos


LIÇÕES QUE O LIVRO DE RUTE NOS TRAZ


(1) Dos nomes

Tudo tem sentido na história de Rute. As/os personagens desta história têm nomes cujos significados ajudam a revelar a função de cada pessoa dentro dessa inteligente e inspirada novela. Tal como o sábio disse: "A glória de Deus é encobrir as coisas" (Pr 25.2), assim é o livro de Rute que não oferece tudo pronto para os seus leitores ou suas leitoras. Assim é o nome das/os personagens do livro: eles podem ajudar a entender a mensagem dessa história.

*Elimeleque (marido de Noemi) significa meu Deus é rei;
*Noemi (esposa de Elimeleque) significa minha alegria, meu prazer;
*Mara (outro nome de Noemi, Rt 1.20) significa amarga;
*Maalon (filho de Noemi e Elimeleque) significa doença;
*Quelion (filho de Noemi e Elimeleque) significa fragilidade;
*Orfa (nora de Noemi e Elimeleque) significa costas, nuca;
*Rute (nora de Noemi e Elimeleque) significa amiga, companheira;
*Boaz (parente de Noemi) significa pela força;
*Obede (filho de Rute e Boaz) significa servo.

A partir dos nomes é possível interpretar a história de Rute: É possível, através do significado de cada nome, traçar o roteiro da história de Rute, bem como perceber a sua intenção. Assim, o rei não existe no período dos juízes, mas Deus é o governo supremo (Elimeleque). Maalon e Quelion são israelitas, mas por suas fraquezas e enfermidades morrem para dar lugar a Obed, o novo homem, sem as características reais, mas as de servo. A nova geração de povo de Deus terá a força de Boaz e o companheirismo amável de Rute. O futuro da comunidade chamada por Deus está, assim, marcado pela amizade de Rute, a alegria de Noemi, pela força de Boaz e a conduta de servo Obede. Quanto à Orfa, ela virou as costas e se perdeu o trem da história da salvação que seguirá em frente, chegando a Jesus. É a linha de esplendor sem fim.

(2) A valorização dos compromissos familiares.

A solidariedade na família não está funcionando. Este é o recado do livro de Rute. Quando os compromissos entre os membros da família andam frouxos, lê-se a história de Rute. Por quê?

(a) A lei do levirato. A história de Rute é para ser lida junto a Deuteronômio 25.5-10 e Gênesis 38.1-30. Todos estes três textos estimulam o povo bíblico a levar a sério a instituição da família. O texto de Deuteronômio 25.5-10 legisla sobre o assunto. As histórias e Judá e Tamar (Gênesis 38) e de Rute mostram duas aplicações dessa lei para servir como exemplo para o povo. Para que não haja órfãos (meninos/as de rua) e viúvas desprotegidas na sociedade israelita, a instrução divina é para que, em caso de morte do marido, o irmão mais velho assumisse a condição de protetor da casa enlutada, tomando a viúva e os filhos ou as filhas órfãos. A finalidade dessa lei era evitar que houvesse viúvas e crianças sem lar.

(b) A aplicação da lei do Levirato. No período da reconstrução do povo bíblico, após o desastre das perdas da terra e do rei, e a destruição de Jerusalém, o povo começou a buscar com mais intensidade as instruções divinas, através das leis e dos testemunhos históricos. Na verdade, a liderança queria reconstruir a nação com as práticas mais saudáveis do passado. O povo sabia que reforçando os compromissos familiares, ele estava profetizando um futuro feliz para a nação.


(3) A valorização da pessoa e não da raça.

O livro de Rute foi guardado e transmitido por grupo de pessoas que estavam convictas que Javé é o Senhor do universo, e não somente do restrito grupo de judeus. Por isso, o livro de Jonas e a história de Rute têm a mesma intenção, a saber, o compromisso de Deus é com as pessoas e não simplesmente com a raça dos judeus. Este ponto foi muito bem entendido e proclamado por Jesus, particularmente, Paulo (ler e reflexionar sobre o conflito entre Paulo e Pedro sobre este assunto).


(4) A lei deve estar a serviço da vida.

A história de Rute é uma formidável afirmação de que a lei deve ser tomada e aplicada para trazer e criar o bem-estar na comunidade. Aqui, a lei entra na história de maneira sutil e escondida para prestar serviço a uma pessoa que se achava angustiada. É interessante observar que a Bíblia fala muito em disciplina (lei), justiça e direito. Especialmente, o Antigo Testamento dá muito espaço para as normas e disciplinas na comunidade, todavia as leis deveriam ser aplicadas, preferencialmente, quando a justiça for acompanhada de bondade, amor, compaixão, fidelidade, lealdade e paz (ler e reflexionar sobre o Salmo 85).


(5) A lealdade entre Noemi e Rute anuncia a graça e a salvação.

O livro de Rute quer resgatar e aplicar esse valor na sociedade israelita. Trata-se de uma lealdade que supera todos os preconceitos e anuncia o novo tempo da graça (ler e meditar sobre as palavras de Rute para Noemi, em Rt 1.16-17).


(6) A esperança nasce em Belém.

É interessante observar que a Bíblia liga a esperança a lugares e pessoas simples e humildes. A cidade de Belém fica na periferia da Canaã e a família de Noemi, sofrendo os horrores da seca e fome, foi obrigada a migrar para uma terra distante e estranha. Com isso, a história de Rute quer mostrar que a esperança acontece quando há seriedade e fidelidade no Senhor. Noemi, Rute e Boaz são sinônimos de fidelidade.


(7) O menino Obede é mais do que um homem: é o nascer do novo mundo.

O rei morreu; a fraqueza e a enfermidade continuam ameaçando; o virar as costas para a salvação é uma realidade entre o povo; a fome e a busca de um teto para morar e lugar para ganhar o pão de cada dia continua incomodando. Apesar de todos esses impedimentos que a vida expõe diante das pessoas, é possível reconhecer que Deus está agindo no mundo, através do servo de Deus.

Estudo produzido pelo prof. Tércio Machado Siqueira, professor da Universidade Metodista de SãoPaulo.