segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

QUEM É O FILHO PRÓDIGO?





(Lucas 15:11-32).
“E disse Jesus ainda: Certo homem tinha dois filhos. E o mais moço deles disse ao pai: Pai dá-me a parte da fazenda que me pertence. E ele repartiu por eles a fazenda. E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua e ali desperdiçou tudo o que tinha, vivendo dissolutamente. E, havendo ele gastado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a padecer necessidades. E foi e chegou-se a um dos cidadãos daquela terra, o qual o mandou para os seus campos a apascentar porcos. E desejava encher o seu estômago com as bolotas que os porcos comiam, e ninguém lhe dava nada. E, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e perante ti, já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus trabalhadores. E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão, e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço, e o beijou. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e perante ti e já não sou digno de ser chamado teu filho. Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão e sandálias nos pés, e trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos e alegremo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado. E começaram a alegrar-se. E o seu filho mais velho estava no campo; e, quando veio e chegou perto de casa, ouviu a música e as danças. E, chamando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo. E ele lhe disse: Veio teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo. Mas ele se indignou e não queria entrar. E, saindo o pai, instava com ele. Mas, respondendo ele, disse ao pai: Eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos. Vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou a tua fazenda com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado. E ele lhe disse: Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas. “Mas era justo alegrarmo-nos e regozijarmo-nos, porque este teu irmão estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado.”




RETORNO DO FILHO MAIS NOVO


Responda-me; Quantas vezes você já se afastou da presença de Deus: quantas vezes deixou de orar, de ler e meditar na Palavra do Pai? Afastamos-nos da convivência diária com o Senhor e acabamos por perder a direção que nos ajuda, nos edifica e nos abençoa. Muitas vezes não sabemos o que acontece dentro da nossa própria casa. Entregamos-nos, e não entendemos como, quando e muito menos o porquê daquele mal ter se instalado na nossa vida ou na vida de pessoas que nos cercam. Quando não vigiamos caímos em armadilhas e ciladas que o inimigo apresenta e por estarmos desprevenidos, cegos, somos surrados. Ficamos pasmos com o que está acontecendo, não sabemos como se instalou e muito menos como fazer para fugir do mal que entrou em nossa vida. “Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus.” (Mateus 22:29). Para cada problema existe uma solução, e quando buscamos essa solução nas Escrituras, logo garantimos a vitória. Precisamos buscar, conhecer o que a Bíblia diz sobre o problema e também receber a direção de Deus para colocar o Seu poder e essa direção em ação nas nossas vidas.
Jesus contou as mais belas histórias sobre a graça de Deus, e justamente para aquelas pessoas vistas como perdidas: publicanos e pecadores. E como essa não poderia ser diferente, uma das parábolas mais conhecida, nos traz muitos ensinamentos, principalmente pelo fato de nos mostrar o quanto precisamos de Deus, precisamos voltar ao primeiro amor, o dia em que nos encontramos com o Pai, depois de algum tempo achamos que temos condições de andar sozinho, e agimos como filhos imaturos, Pedimos a antecipação da herança e partimos para terras distantes, vejamos no versículo 13.

“E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua e ali desperdiçou tudo o que tinha, vivendo dissolutamente”

Porém, ao contrário desse filho, muitas vezes mantemos uma atitude “comportadinha”, muitas vezes nos sentimos tão ricos espiritualmente dizendo, que abandonamos a dependência diária do relacionamento com Deus e partimos sozinhos para uma terra distante. Pois achamos que já somos “grandinhos”, e temos que andar com nossas próprias pernas, não mais com as de Deus, é nessa hora que quando menos esperamos acontece o pior, assim como aconteceu o filho mais novo nos versículos 14-16.

“E, havendo ele gastado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a padecer necessidades. E foi e chegou-se a um dos cidadãos daquela terra, o qual o mandou para os seus campos a apascentar porcos. E desejava encher o seu estômago com as bolotas que os porcos comiam, e ninguém lhe dava nada”.

Quando a herança termina, vem a fome; fome de sentido de vida, fome de verdadeiros relacionamentos. Quando você resolve sair do leito da sua família espiritual, da sua igreja e dos seus irmãos, você acha que é espiritual o suficiente para não ser quebrado pelo inimigo em terras longínquas, é que você percebe que fez besteira, e que ninguém quer te ajudar, enquanto você tem algo para oferecer, então tem amigos, quando a herança acaba, os amigos também acabam. Então tenta adquirir conhecimento para ter como sobreviver, porém, o conhecimento não passa de “comida de porcos”, não alimenta a fome nem sacia a sede interior.
Qual é a nossa fome? Temos nos alimentado da palavra ou de bolotas? Se quisermos voltar para o Pai, devemos nos arrepender e então é hora de retornar para casa. Versículos 17-19.

“E, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e perante ti, já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus trabalhadores.”

Então finalmente se abre os olhos e cai em si. Muitas vezes nos assustamos com as nossas crises de fé e nos enchemos de tarefas, não paramos para ouvir o que Deus tem para nos dizer. Só podemos ser achados a partir do momento em que reconhecemos que estamos perdidos. Enfrentar as crises, reconhecer nossa situação de perdidos nos dá forças para caminhar de volta ao pai. Entendemos nos versículos 17-19, que o filho perdido se sente culpado e deseja voltar para casa. Então ele resolve voltar na condição de empregado, de escravo, de servo. Oferecendo o seu trabalho em troca de alimento. A culpa faz com que ele desista da sua condição de filho e do relacionamento amoroso com o pai em troca de uma relação profissional.
Nós também corremos esse risco, quando nos afastamos da casa do pai, onde tínhamos cargos e posições muitas vezes invejáveis, conforto, palavras consoladoras e edificantes e “quebramos a cara” em outra igreja ou até mesmo no “mundão”, nos arrependemos e queremos voltar, nem que seja na condição de “esquenta banco”, somente para voltar a nos alimentar. Contudo, entendo que Deus quer muito mais de nós, o Pai nos quer como antes, filhos e amados, vejamos versículos 22-24.

“Mas o pai disse aos seus servos:
Trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão e sandálias nos pés, e trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos e alegremo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado. E começaram a alegrar-se.”

Então Jesus uma pequena palavra, “Mas”, para mudar a história do filho. Essa palavra faz toda diferença e mostra que o pai não aceita o trato proposto por seu filho, ele não quer um escravo e sim o seu filho de volta. Podemos ver bem claro também em Efésios 2. 4-7

“Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus.”.

O Pai desde o inicio recebe-o de volta na condição de filho. Essa condição não muda, não importa o que ele fez ou venha fazer, pois é parte da própria essência de Deus.
Temos deixado Deus agir em nossas vidas? Permitimos que ele retire nossas culpas e nos dê vestes novas e limpas? Ou preferimos continuar usando nossos velhos trapos e sendo tratados como escravos na casa do Pai?





RETORNO DO FILHO MAIS VELHO




“E o seu filho mais velho estava no campo; e, quando veio e chegou perto de casa, ouviu a música e as danças. E, chamando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo. E ele lhe disse: Veio teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo.” (v.25-27)

Em meio ás comemorações surge o filho mais velho daquele homem, provavelmente estava trabalhando no campo, sonhando com o dia em que todas aquelas terras seriam dele finalmente. Imagino quantos sacrifícios ele não deve ter feito para se manter na linha! Talvez ele sentisse lá no fundo de seu coração uma grande inveja do seu irmão que saiu de casa para gozar da vida.
“Mas ele se indignou e não queria entrar. E, saindo o pai, instava com ele. Mas, respondendo ele, disse ao pai: Eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos.” (v.28-29)
O filho mais velho nunca soube desfrutar da graça na presença do pai. Ele também estava perdido, vivia na casa do seu pai, mas não na presença do pai. Essa é uma verdade que vivemos também em nossos dias, quantos de nós, estão nas igrejas, não param, vivem 24 horas dentro da casa de Deus trabalhando, mais não estão na presença de Deus? Freqüentam regularmente uma igreja, mas desfrutam de uma graça muito pobre, são incapazes de compreender o que acontece no coração daqueles que são transformados pelo amor e poder de Deus. Conheço pessoas que a todo tempo estão correndo de um lado para o outro dentro da igreja, contudo, estão carentes do Pai, precisam de um encontro urgentíssimo com Deus, e tem mais, muitas dessas pessoas estão bravas com Deus, por que estão vendo o retorno de pródigos, contudo, não há alegria em seus corações. Estes querem a herança somente para si, seus corações estão endurecidos, esse povo se surpreende com Deus, por amar tanto os seus filhos, mesmo sendo pecadores. As distâncias que separam as pessoas nem sempre são distâncias geográficas. Muitos freqüentam ambientes religiosos e ainda assim estão distantes da herança de Deus.
O filho mais velho também “desperdiçou os bens” do pai, porém como esse “desperdício” não provocou devassidão ou escândalo, passou despercebido. O excesso de atividade impediu-o de gozar da intimidade familiar. Talvez ele temesse perder o amor do pai, talvez ele amasse muito o seu irmão, contudo o super-ativismo roubou tudo isso da vida dele, o amor e a familiaridade.
Aquele filho não estava enxergando que aquele pai somente quer o melhor para os dois filhos, naquele momento ele estava recuperando não só o filho que havia saído de casa, mais aquele que estava com ele, mais não estava com ele, e somente agora aquele pai estaria recuperando o ambiente completamente familiar.
“E ele lhe disse: Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas. Mas era justo alegrarmo-nos e regozijarmo-nos, porque este teu irmão estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado.” (v. 31-32)
Aquele pai mostra para o seu filho, com palavras de amor que todo aquele trabalho não era perdido não, pelo contrario, agora ele tem a certeza do amor do pai assim como vimos no texto de Efésios 2. 8-10
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie; Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.”
Aquela festa que o pai ofertava, era para os dois filhos, ambos estavam perdidos, cada um de uma maneira, e ambos necessitavam do abraço do pai. Temos que aceitar o abraço do Pai, precisamos andar com Ele, aprender e fazer parte da mesma família e casa. Ninguém se torna parecido com o pai se não compartilhar os sonhos e desejos. E foi o que aconteceu com o filho mais velho.
Será que nós temos compartilhado nossos mais profundos anseios com o Pai? Trazemos á sua presença as “terras distantes” do inconsciente com nossos desejos e frustrações? Temos dado atenção aos sonhos, procurando entender o que eles nos dizem sobre nosso eu, nossa vida e nosso ministério?
Nós somos convidados a abrir os olhos, os ouvidos e as mãos para receber as roupas, o anel e as sandálias do Pai. Tudo isso é dom de Deus. Á medida em que envelhecemos, nos tornamos mais parecidos com nossos pais. Quando o pai diz, “tudo que é meu é teu”, ele se refere á nossa capacidade de acolher o perdido que está a nossa volta. Abra o seu coração, Deus se agrada nos sinceros e não dos perfeitos.
Diz uma ilustração a respeito de um frade e o soldado alcoólatra que:
Um soldado lutava desesperadamente contra a bebida.Ele havia chegado até tenente Coronel.Mas, por causa da bebida ele foi rebaixado e rebaixado.No final, ele voltou a ser apenas um soldado.Ele sabia que se fosse achado de novo bêbado iria para a cadeia.Um dia ele estava deitado no quartel quando um monge entrou.O velho frade passou entre os soldados distribuindo literatura.Quando ele chegou ao soldado, ele percebeu sua aflição.O soldado mandou ele embora dizendo que não acreditava em Deus.Mas, o frade continuou a falar. Ele disse que ele também havia lutado contra a bebida.Ele falou que conhecia um poder que poderia libertá-lo.Ele deu um pequeno Novo Testamento para o soldado com as seguintes instruções:“Cada vez que você sentir vontade de beber, tome seu Novo Testamento e leia o Evangelho. Antes de você terminar, o desejo passará.” O soldado agradeceu, mas quando o frade foi embora, ele jogou o Novo Testamento na cabeceira e foi dormir. Mais tarde ele acordou com um desejo infernal de beber. Ele sentiu aquela força incontrolável, aquele desejo de mergulhar na bebida.Quando ele estava se arrumando para ir ao bar, ele se lembrou das palavras do frade. Ele viu a Bíblia, pegou-a e começou a ler.Em menos de meia hora ele havia lido vários capítulos.E, o mais incrível - ele não queria mais beber.Daquele dia em diante, cada vez que ele sentiu o desejo de beber, ele pegou a Bíblia e começou a ler o Evangelho.Em pouco tempo ele deixou de vez de beber e ficou curado.Onde está o poder?Se estiver em você, porque você ainda não venceu?Por que você ainda está lutando com aquela tentação?Se o poder está em Jesus, por que você não o procura?Ou será que no fundo, no fundo, você realmente não quer mudar?
O que será que aconteceria se o filho mais novo daquele homem não tivesse se arrependido e voltado para sua casa? Se o orgulho falasse mais alto e o impedisse de voltar? Creia que o poder de Deus está em você, você pode sim vencer, lute com toda a força que Deus colocou em você, queira realmente mudar.
Enfim, não desperdice a herança que Deus tem para sua vida, ela é muito valiosa, se você não saiu do leito de Deus, mais vive no leito e longe da presença, acorde ainda há esperança. Que Deus te abençoe poderosamente. Amém.



" Porque melhor é a sabedoria do que os rubis; e, de tudo o que se deseja, nada se pode comparar com ela." - Provérbios 8.11


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:


Bíblia de Estudo Vida. Almeida Revista e Atualizada. São Paulo: Vida, 1999.
WONDRACEK, K. H. Karin. Caminhos da Graça. Viçosa: Ultimato, 2006
HERMENEUTICA disponível em: http://www.hermeneutica.com > Acesso em 28/05/09.

2 comentários:

  1. Parabéns pelo belo espaço.

    Estarei sempre visitando.

    alexmaltta.blogspot.com
    Evangelho da Graça

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  2. Ola, essa é uma das parábolas que mais gosto!

    Realmente Bom o texto, fica na paz!!

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