quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

O QUE FAZER DIANTE DA ORDEM DE DEUS?









“Lembre da minha ordem: Seja forte e corajoso! Não fique desanimado, nem tenha medo, porque eu, o Senhor, seu Deus, estarei com você em qualquer lugar para onde eu for!”. Josué 1:9







Imagine a seguinte hipótese: Você está em seu trabalho, e como em todo trabalho, você está sendo visto por seu patrão. Você se destaca em seu trabalho, e, vendo o seu empenho, seu patrão lhe confia algo de maior importância e responsabilidade para fazer. Ou então, imagine outra situação. Você, certamente é filho. Seu pai, confiando em você, lhe incumbe de algo de extrema responsabilidade. O que você faria?





Pois é! Esta é a situação de Josué, que era o auxiliar de Moisés, após sua saída do Egito, e próximo à chegada do povo para conquista da terra prometida. Moisés morre, e Deus dá a incumbência de Josué conduzir o povo a tomar posse da Terra. O que fazer diante do mandado de Deus?
Entenda a situação de Josué: Moisés, o grande líder que estava, até então conduzindo o povo à terra prometida morreu (Js. 1:1). Josué era o auxiliar de Moisés (v. 1), e ele recebe uma responsabilidade muito grande: conduzir todo o povo à conquista da terra (derrotar inimigos, cuidar do povo), (Lição importante: Ser fiel no pouco, ainda que apenas como auxiliar, pois Deus é quem nos coloca em lugar de honra – Mt. 20:21, mas primeiro é necessário saber servir – Lc. 22:26). Mas, O que fazer diante da ordem de Deus? Podemos notar alguns pontos claros no texto:




Seja Forte:


Uma característica muito importante, repetida 4 vezes contexto do versículo. (Js. 1:6, 7, 9, 18). Segundo o dicionário Aurélio forte é muita possibilidade de vitória; valente. Ou seja, é, mesmo em momentos angustiantes, de dificuldade, é permanecermos confiantes, não cair diante da dificuldade. (Provérbios 24:10). Ser forte é saber enfrentar, é fazer! Não adianta ficarmos: “Ai eu estou com medo! Eu não vou conseguir!”. Valente, forte.




Seja Corajoso:



Outra uma característica muito importante, também repetida 4 vezes contexto do versículo. (Js. 1:6, 7, 9, 18). É uma característica muito especial, pois no versículo 7, Deus manda Josué ser muito corajoso. Coragem é energia moral ante situações aflitivas, difíceis (Dicionário Aurélio). Está ligado à força. Quando nos sentimos seguros de algo, somos corajosos. Jesus foi muito corajoso em muitos momentos de seu ministério terreno, porém destacaremos apenas um momento (Lucas 13:31 - 33).




Não se Apavore:


Não apenas devemos fazer algo diante da ordem de Deus, mas também, não fazer. O pavor é o medo, terror (Dicionário Aurélio), é o oposto de ser forte. Não podemos nos apavorar, pois acabamos fazendo aquilo que não é correto. O rei Saul cometeu este erro diante dos filisteus (I Samuel 13:11), e acabou perdendo o reinado por seu apavoro. Ou seja, quando nos apavoramos temos a tendência de perder.




Não se Desanime:



É exatamente o oposto de ser corajoso. Esta é uma característica que não podemos ter. Paulo falou sobre isso (II Coríntios 4:8). Não podemos ficar desanimados, pois quando estamos assim acabamos não fazendo, ficamos parados diante daquilo que nos foi designado fazer. Imagine Jesus vendo tanta iniqüidade e pecado por parte do povo. E, na hora em que mais ele precisou, na hora de sua morte, os seus o abandonaram. Tinha tudo para desistir, mas prosseguiu, e por isso não podemos desanimar, mas prosseguir.
Implicitamente, vemos duas características, também muito importantes: Obediência. Quando você recebe uma ordem, o que se espera é ser obediente. Josué foi obediente, e sem discussão com Deus. (Josué 1:10,11). A obediência é extremamente importante (I Sm. 15:22); Também implícito, Fé: Josué confiou, teve fé na ordem de Deus de que ele e o povo tomariam posse da Terra, e o que de fato aconteceu. (Hebreus 1:6).
Você poderá dizer: “Ufa! Ainda bem que Deus não me escolheu para fazer nada! Isso é muito difícil!”. Mas preciso abordar alguns conceitos importantes: Você já foi escolhido por Deus (João 15:16); Deus já te mandou fazer algo (Atos 1:8).


Conclusão:



O que Deus tem procurado, são pessoas que estejam dispostas a servi-lo, a cumprir seu mandado. Que você tenha certeza de que, se você foi chamado por Ele, é por que Ele vai te abençoar e capacitar para cumprir sua ordem. Deus não confia sua obra a qualquer um.
O que Deus espera de nós nestes últimos dias da igreja aqui na terra, é que o sirvamos com coragem, força e dedicação. Será difícil? Sim (João 16:33; Lucas 21:12-15). Mas o melhor é que Ele estará conosco (como diz o final do versículo). Confie em Deus, e faça a sua parte. Ele sempre estará contigo e conta com você!





segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

QUEM É O FILHO PRÓDIGO?





(Lucas 15:11-32).
“E disse Jesus ainda: Certo homem tinha dois filhos. E o mais moço deles disse ao pai: Pai dá-me a parte da fazenda que me pertence. E ele repartiu por eles a fazenda. E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua e ali desperdiçou tudo o que tinha, vivendo dissolutamente. E, havendo ele gastado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a padecer necessidades. E foi e chegou-se a um dos cidadãos daquela terra, o qual o mandou para os seus campos a apascentar porcos. E desejava encher o seu estômago com as bolotas que os porcos comiam, e ninguém lhe dava nada. E, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e perante ti, já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus trabalhadores. E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão, e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço, e o beijou. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e perante ti e já não sou digno de ser chamado teu filho. Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão e sandálias nos pés, e trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos e alegremo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado. E começaram a alegrar-se. E o seu filho mais velho estava no campo; e, quando veio e chegou perto de casa, ouviu a música e as danças. E, chamando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo. E ele lhe disse: Veio teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo. Mas ele se indignou e não queria entrar. E, saindo o pai, instava com ele. Mas, respondendo ele, disse ao pai: Eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos. Vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou a tua fazenda com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado. E ele lhe disse: Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas. “Mas era justo alegrarmo-nos e regozijarmo-nos, porque este teu irmão estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado.”




RETORNO DO FILHO MAIS NOVO


Responda-me; Quantas vezes você já se afastou da presença de Deus: quantas vezes deixou de orar, de ler e meditar na Palavra do Pai? Afastamos-nos da convivência diária com o Senhor e acabamos por perder a direção que nos ajuda, nos edifica e nos abençoa. Muitas vezes não sabemos o que acontece dentro da nossa própria casa. Entregamos-nos, e não entendemos como, quando e muito menos o porquê daquele mal ter se instalado na nossa vida ou na vida de pessoas que nos cercam. Quando não vigiamos caímos em armadilhas e ciladas que o inimigo apresenta e por estarmos desprevenidos, cegos, somos surrados. Ficamos pasmos com o que está acontecendo, não sabemos como se instalou e muito menos como fazer para fugir do mal que entrou em nossa vida. “Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus.” (Mateus 22:29). Para cada problema existe uma solução, e quando buscamos essa solução nas Escrituras, logo garantimos a vitória. Precisamos buscar, conhecer o que a Bíblia diz sobre o problema e também receber a direção de Deus para colocar o Seu poder e essa direção em ação nas nossas vidas.
Jesus contou as mais belas histórias sobre a graça de Deus, e justamente para aquelas pessoas vistas como perdidas: publicanos e pecadores. E como essa não poderia ser diferente, uma das parábolas mais conhecida, nos traz muitos ensinamentos, principalmente pelo fato de nos mostrar o quanto precisamos de Deus, precisamos voltar ao primeiro amor, o dia em que nos encontramos com o Pai, depois de algum tempo achamos que temos condições de andar sozinho, e agimos como filhos imaturos, Pedimos a antecipação da herança e partimos para terras distantes, vejamos no versículo 13.

“E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua e ali desperdiçou tudo o que tinha, vivendo dissolutamente”

Porém, ao contrário desse filho, muitas vezes mantemos uma atitude “comportadinha”, muitas vezes nos sentimos tão ricos espiritualmente dizendo, que abandonamos a dependência diária do relacionamento com Deus e partimos sozinhos para uma terra distante. Pois achamos que já somos “grandinhos”, e temos que andar com nossas próprias pernas, não mais com as de Deus, é nessa hora que quando menos esperamos acontece o pior, assim como aconteceu o filho mais novo nos versículos 14-16.

“E, havendo ele gastado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a padecer necessidades. E foi e chegou-se a um dos cidadãos daquela terra, o qual o mandou para os seus campos a apascentar porcos. E desejava encher o seu estômago com as bolotas que os porcos comiam, e ninguém lhe dava nada”.

Quando a herança termina, vem a fome; fome de sentido de vida, fome de verdadeiros relacionamentos. Quando você resolve sair do leito da sua família espiritual, da sua igreja e dos seus irmãos, você acha que é espiritual o suficiente para não ser quebrado pelo inimigo em terras longínquas, é que você percebe que fez besteira, e que ninguém quer te ajudar, enquanto você tem algo para oferecer, então tem amigos, quando a herança acaba, os amigos também acabam. Então tenta adquirir conhecimento para ter como sobreviver, porém, o conhecimento não passa de “comida de porcos”, não alimenta a fome nem sacia a sede interior.
Qual é a nossa fome? Temos nos alimentado da palavra ou de bolotas? Se quisermos voltar para o Pai, devemos nos arrepender e então é hora de retornar para casa. Versículos 17-19.

“E, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e perante ti, já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus trabalhadores.”

Então finalmente se abre os olhos e cai em si. Muitas vezes nos assustamos com as nossas crises de fé e nos enchemos de tarefas, não paramos para ouvir o que Deus tem para nos dizer. Só podemos ser achados a partir do momento em que reconhecemos que estamos perdidos. Enfrentar as crises, reconhecer nossa situação de perdidos nos dá forças para caminhar de volta ao pai. Entendemos nos versículos 17-19, que o filho perdido se sente culpado e deseja voltar para casa. Então ele resolve voltar na condição de empregado, de escravo, de servo. Oferecendo o seu trabalho em troca de alimento. A culpa faz com que ele desista da sua condição de filho e do relacionamento amoroso com o pai em troca de uma relação profissional.
Nós também corremos esse risco, quando nos afastamos da casa do pai, onde tínhamos cargos e posições muitas vezes invejáveis, conforto, palavras consoladoras e edificantes e “quebramos a cara” em outra igreja ou até mesmo no “mundão”, nos arrependemos e queremos voltar, nem que seja na condição de “esquenta banco”, somente para voltar a nos alimentar. Contudo, entendo que Deus quer muito mais de nós, o Pai nos quer como antes, filhos e amados, vejamos versículos 22-24.

“Mas o pai disse aos seus servos:
Trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão e sandálias nos pés, e trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos e alegremo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado. E começaram a alegrar-se.”

Então Jesus uma pequena palavra, “Mas”, para mudar a história do filho. Essa palavra faz toda diferença e mostra que o pai não aceita o trato proposto por seu filho, ele não quer um escravo e sim o seu filho de volta. Podemos ver bem claro também em Efésios 2. 4-7

“Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus.”.

O Pai desde o inicio recebe-o de volta na condição de filho. Essa condição não muda, não importa o que ele fez ou venha fazer, pois é parte da própria essência de Deus.
Temos deixado Deus agir em nossas vidas? Permitimos que ele retire nossas culpas e nos dê vestes novas e limpas? Ou preferimos continuar usando nossos velhos trapos e sendo tratados como escravos na casa do Pai?





RETORNO DO FILHO MAIS VELHO




“E o seu filho mais velho estava no campo; e, quando veio e chegou perto de casa, ouviu a música e as danças. E, chamando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo. E ele lhe disse: Veio teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo.” (v.25-27)

Em meio ás comemorações surge o filho mais velho daquele homem, provavelmente estava trabalhando no campo, sonhando com o dia em que todas aquelas terras seriam dele finalmente. Imagino quantos sacrifícios ele não deve ter feito para se manter na linha! Talvez ele sentisse lá no fundo de seu coração uma grande inveja do seu irmão que saiu de casa para gozar da vida.
“Mas ele se indignou e não queria entrar. E, saindo o pai, instava com ele. Mas, respondendo ele, disse ao pai: Eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos.” (v.28-29)
O filho mais velho nunca soube desfrutar da graça na presença do pai. Ele também estava perdido, vivia na casa do seu pai, mas não na presença do pai. Essa é uma verdade que vivemos também em nossos dias, quantos de nós, estão nas igrejas, não param, vivem 24 horas dentro da casa de Deus trabalhando, mais não estão na presença de Deus? Freqüentam regularmente uma igreja, mas desfrutam de uma graça muito pobre, são incapazes de compreender o que acontece no coração daqueles que são transformados pelo amor e poder de Deus. Conheço pessoas que a todo tempo estão correndo de um lado para o outro dentro da igreja, contudo, estão carentes do Pai, precisam de um encontro urgentíssimo com Deus, e tem mais, muitas dessas pessoas estão bravas com Deus, por que estão vendo o retorno de pródigos, contudo, não há alegria em seus corações. Estes querem a herança somente para si, seus corações estão endurecidos, esse povo se surpreende com Deus, por amar tanto os seus filhos, mesmo sendo pecadores. As distâncias que separam as pessoas nem sempre são distâncias geográficas. Muitos freqüentam ambientes religiosos e ainda assim estão distantes da herança de Deus.
O filho mais velho também “desperdiçou os bens” do pai, porém como esse “desperdício” não provocou devassidão ou escândalo, passou despercebido. O excesso de atividade impediu-o de gozar da intimidade familiar. Talvez ele temesse perder o amor do pai, talvez ele amasse muito o seu irmão, contudo o super-ativismo roubou tudo isso da vida dele, o amor e a familiaridade.
Aquele filho não estava enxergando que aquele pai somente quer o melhor para os dois filhos, naquele momento ele estava recuperando não só o filho que havia saído de casa, mais aquele que estava com ele, mais não estava com ele, e somente agora aquele pai estaria recuperando o ambiente completamente familiar.
“E ele lhe disse: Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas. Mas era justo alegrarmo-nos e regozijarmo-nos, porque este teu irmão estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado.” (v. 31-32)
Aquele pai mostra para o seu filho, com palavras de amor que todo aquele trabalho não era perdido não, pelo contrario, agora ele tem a certeza do amor do pai assim como vimos no texto de Efésios 2. 8-10
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie; Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.”
Aquela festa que o pai ofertava, era para os dois filhos, ambos estavam perdidos, cada um de uma maneira, e ambos necessitavam do abraço do pai. Temos que aceitar o abraço do Pai, precisamos andar com Ele, aprender e fazer parte da mesma família e casa. Ninguém se torna parecido com o pai se não compartilhar os sonhos e desejos. E foi o que aconteceu com o filho mais velho.
Será que nós temos compartilhado nossos mais profundos anseios com o Pai? Trazemos á sua presença as “terras distantes” do inconsciente com nossos desejos e frustrações? Temos dado atenção aos sonhos, procurando entender o que eles nos dizem sobre nosso eu, nossa vida e nosso ministério?
Nós somos convidados a abrir os olhos, os ouvidos e as mãos para receber as roupas, o anel e as sandálias do Pai. Tudo isso é dom de Deus. Á medida em que envelhecemos, nos tornamos mais parecidos com nossos pais. Quando o pai diz, “tudo que é meu é teu”, ele se refere á nossa capacidade de acolher o perdido que está a nossa volta. Abra o seu coração, Deus se agrada nos sinceros e não dos perfeitos.
Diz uma ilustração a respeito de um frade e o soldado alcoólatra que:
Um soldado lutava desesperadamente contra a bebida.Ele havia chegado até tenente Coronel.Mas, por causa da bebida ele foi rebaixado e rebaixado.No final, ele voltou a ser apenas um soldado.Ele sabia que se fosse achado de novo bêbado iria para a cadeia.Um dia ele estava deitado no quartel quando um monge entrou.O velho frade passou entre os soldados distribuindo literatura.Quando ele chegou ao soldado, ele percebeu sua aflição.O soldado mandou ele embora dizendo que não acreditava em Deus.Mas, o frade continuou a falar. Ele disse que ele também havia lutado contra a bebida.Ele falou que conhecia um poder que poderia libertá-lo.Ele deu um pequeno Novo Testamento para o soldado com as seguintes instruções:“Cada vez que você sentir vontade de beber, tome seu Novo Testamento e leia o Evangelho. Antes de você terminar, o desejo passará.” O soldado agradeceu, mas quando o frade foi embora, ele jogou o Novo Testamento na cabeceira e foi dormir. Mais tarde ele acordou com um desejo infernal de beber. Ele sentiu aquela força incontrolável, aquele desejo de mergulhar na bebida.Quando ele estava se arrumando para ir ao bar, ele se lembrou das palavras do frade. Ele viu a Bíblia, pegou-a e começou a ler.Em menos de meia hora ele havia lido vários capítulos.E, o mais incrível - ele não queria mais beber.Daquele dia em diante, cada vez que ele sentiu o desejo de beber, ele pegou a Bíblia e começou a ler o Evangelho.Em pouco tempo ele deixou de vez de beber e ficou curado.Onde está o poder?Se estiver em você, porque você ainda não venceu?Por que você ainda está lutando com aquela tentação?Se o poder está em Jesus, por que você não o procura?Ou será que no fundo, no fundo, você realmente não quer mudar?
O que será que aconteceria se o filho mais novo daquele homem não tivesse se arrependido e voltado para sua casa? Se o orgulho falasse mais alto e o impedisse de voltar? Creia que o poder de Deus está em você, você pode sim vencer, lute com toda a força que Deus colocou em você, queira realmente mudar.
Enfim, não desperdice a herança que Deus tem para sua vida, ela é muito valiosa, se você não saiu do leito de Deus, mais vive no leito e longe da presença, acorde ainda há esperança. Que Deus te abençoe poderosamente. Amém.



" Porque melhor é a sabedoria do que os rubis; e, de tudo o que se deseja, nada se pode comparar com ela." - Provérbios 8.11


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:


Bíblia de Estudo Vida. Almeida Revista e Atualizada. São Paulo: Vida, 1999.
WONDRACEK, K. H. Karin. Caminhos da Graça. Viçosa: Ultimato, 2006
HERMENEUTICA disponível em: http://www.hermeneutica.com > Acesso em 28/05/09.

sábado, 26 de setembro de 2009

O vosso Deus virá e vos salvará!




O vosso Deus virá e vos salvará! Receba estas palavras de encorajamento e persista na batalha, qualquer que seja a realidade que você esteja vivendo. Deus já havia dito que enfrentaríamos muitas lutas e aflições durante este ano, mas que as vitórias no Senhor seriam maiores do que as provações. Portanto, “fortalecei as mãos fracas, e firmai os joelhos trementes. Sedes fortes e não temais, eis que o vosso Deus virá com vingança, e com recompensa; ele virá e vos salvará.” (Is 35.3,4). Na visão do profeta Isaías, a terra, que estava seca e coberta de espinheiros, havia se tornado uma habitação para os chacais. Eles representam as forças demoníacas que assolam a alma humana com sofrimentos e dores. Sabemos que a intenção do inimigo é nos separar do grande amor de Deus que está em Cristo (Rm 8.35-39). Entretanto, o profeta viu uma torrente de águas passando sobre o deserto, destruindo o poder maligno e trazendo cura para a terra. Ele profetizou: “E a terra seca se tornará em lagos e a terra sedenta em mananciais de águas; e nas habitações em que jaziam os chacais haverá erva com canas e juncos” (Is 35.7). Isaías viu os milagres e as maravilhas de Deus e profetizou uma grande obra de restauração. Da mesma forma, profetizamos à sua alma: “Esforça-te e não temas. Ele virá e te salvará”. Nesta peleja não tereis de pelejar porque a vitória virá da obediência. Consagre a sua vida através dos jejuns e orações e busque o quebrantamento de seu coração. Seja sensível à voz do Espírito e Ele conduzirá os seus passos em triunfo. “E há de ser que, ouvindo tu um estrondo de marcha pelas copas das amoreiras, então te apressarás; porque o Senhor saiu então diante de ti” (2Sm 5.24).

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

GRANDE É A BONDADE DO SENHOR




Provai e vede que o Senhor é bom! “Bem-aventurado o homem que nele se refugia” (Sl 34.8). Por maior que seja a guerra, o Senhor garante a vitória. O rei Davi era um homem experimentado nas batalhas, porém, reconhecia que a sua força e capacidade estavam somente em Deus. Ele afirmou: “Ainda que um exército se acampe contra mim, o meu coração não temerá; ainda que a guerra se levante contra mim, conservarei a minha confiança” (Sl 27.3). O mesmo Deus que Davi invocava está vivo e operando em meio às nossas lutas cotidianas. Pela fé, declare: “Creio que hei de ver a bondade do Senhor na terra dos viventes” (Sl 27.13). Sua bondade vai além da nossa capacidade de compreensão. Houve um dia em que Moisés pediu ao Senhor: “Mostra-me a tua glória”. Ele sabia que a glória do Senhor era mais do que o Seu resplendor e majestade. Ele queria conhecer a Sua essência divina e clamava pela zoe divina (zoe significa vida na língua grega). E a resposta de Deus foi maravilhosa: “Eu farei passar toda a minha bondade por diante de ti, e proclamarei o nome do Senhor diante de ti; e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia e me compadecerei de quem eu me compadecer” (Ex 33.19). A resposta de Deus revelou algo tremendo a Moisés: a bondade do Senhor é a Sua natureza. “Porque o Senhor é bom e eterna a sua misericórdia; e a sua verdade dura de geração em geração” (Sl 100.5). Este amor e bondade nos unem ao Pai e nada, nem ninguém, poderá nos separar Dele. Este amor é infalível e invencível. Por isso, podemos descansar na plenitude de Sua palavra! “Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, a esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

INDIFERENTE PERCEPÇÃO




“Não percebem que Cristo Jesus está em vocês?” (Paulo escrevendo aos Coríntios)

Perceber no mundo contemporâneo é uma atividade incomum na vida de muitas pessoas. Neste mundo marcado pela rapidez da informação, dos relacionamentos e de tantas outras coisas, o trivial e o inusitado acontecem na sombra da imperceptibilidade. Por outro lado, estamos num mundo cada vez mais parecido, pessoas em diferentes lugares sentindo as mesmas emoções e os mesmos sabores. E o imperceptível aumenta no mundo dos iguais, já não percebemos o diferente, já não percebemos o cotidiano com sutileza e individualidade. Assim somos nós. Assim estamos nós. Indiferentes.

Mas, eles também eram do mesmo modo. Quando eu leio esse versículo de Paulo aos Coríntios entendo que a falta de percepção é inata ao ser humano em qualquer época. Todavia, a questão aqui é outra. Paulo sugere a possibilidade de que os cristãos de Corinto já não estavam mais percebendo o Cristo em suas vidas. Na não percepção está intrínseca a desvalorização da pessoa não percebida, e não perceber o Cristo significa relativizar a sua dimensão. Contudo, este ser relativizado não se relativiza nessa dimensão de conceitos.
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Existem alguns componentes que ocasionam a não percepção. Insensibilidade e rotina. Normalmente, a insensibilidade surge por causa da rotina. De tanto ver o sol nascer já não me sensibilizo tanto com o seu esplendor. De tanto ver a pessoa amada já não me encanta tanto o seu olhar. De tanto ir à igreja, de tanto ouvir mensagens, de tanto cantar, de tanto falar de Jesus, já não percebo que Cristo realmente está em mim. Não percebo porque já não incomoda mais o fato de que tudo o que ele ensinou não está sendo evidenciado como deveria ser. E a rotina eclesiológica nos torna insensíveis em relação a Cristo.

Acho que foi isso que Paulo estava tentando dizer aos coríntios. Se adaptem a Cristo, mas não adaptem o Cristo à vocês. Não se acostumem com os ritos, os ritos não legitimam a pecaminosidade de vocês. Os cânticos do domingo não fazem de vocês adoradores em outros dias. A ceia, os dízimos, as orações, podem ao mesmo tempo conduzir vocês para perto como para longe de Deus. Cuidado com a rotina, ela nunca deixará de existir, mas você pode reinventá-la. Reinventando sua rotina você continuará sensível a Deus e a todas as demais coisas. Afinal, você ainda não percebeu que Ele está em você?

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"Recria tua vida, sempre, sempre. Faz de tua vida mesquinha um poema." (Cora Coralina)

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

“... Não te deixarei ir se não me abençoares...” (Gênesis 32: 26, 28)





“... Não te deixarei ir se não me abençoares...” (Gênesis 32: 26, 28)

Creia, espere, confie, aguarde, clame, chore, busque a Deus, mas não desista da sua benção, Jacó segurou o Anjo, lutou com o Anjo, foi ferido, não desistiu enquanto não recebeu a benção de se tornar no Israel de Deus, pois lutou este como príncipe, lutou com Deus e com os homens e prevaleceu. (Vs: 28).

O verdadeiro herói, nem sempre é aquele que vence todas as guerras, mas o que diante da derrota de uma batalha, se levanta sacode o pó e vence a guerra. Você é um(a) CAMPEÃ(O) um(a) VALENTE de Deus, assim como foram Davi, Daniel, João Batista, os apóstolos, os reformadores e milhões de crentes por toda a história, sabiam que poderiam ter a mesma sorte que o Filho de Deus. Sabiam que poderiam vencer o mundo, “Esta é a vitória que vence o mundo a nossa fé” (I João 5:4).

Toda a luta se resume numa resposta em II Cor.5:14 – “O amor de Cristo nos constrange...”. Tome posse de sua benção, Deus está querendo homens constrangidos pelo Amor de Cristo para abençoar o mundo – somos valentes de Deus.

Termino dizendo: um dia ouviremos com bom e altissonante som: “... entrai no gozo do vosso Senhor...”. Há milhões hoje sofrendo e chorando sem Deus. Morrerão perdidos? Vamos aumentar o coro daqueles que se tornarão em vencedores e receberão a benção mencionada em Malaquias:

“...para vós outros que temeis a meu nome nascerá o Sol da Justiça, trazendo salvação nas suas asas: saireis e saltareis como bezerros soltos na estrebaria” (Ml. 4:2).

Que o Altíssimo vos abençoe hoje e eternamente.

Juntando homens, mulheres, moços que podeis ser valentes de Deus - Em casa, no trabalho, no seu escritório, consultório, na faculdade e nas igrejas, para a luta que nos está proposta: “...Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura...”


Zênio Santos

sábado, 8 de agosto de 2009

COMPANHIA GLORIOSA




SALMOS 21.6

A companhia de Deus é gloriosa e insubstituível! Mas, infelizmente, o que deveria ser deleite de todos se tornou prazer para poucos. A consideração é do próprio Senhor Jesus. Ele disse que “apertado é o caminho que conduz à vida e poucos são os que a encontram” (Mt 7.14). A vida está em Deus e em Sua presença, e o único caminho de acesso é Jesus Cristo. Embora Ele tenha amado a todos, não são todos que se interessam por Ele. O rei Davi reconhecia o valor de Sua presença. Ele disse: “Quão amável são os teus tabernáculos, ó Senhor dos exércitos! Minha alma suspira, sim, desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e a minha carne clamam pelo Deus vivo” (Sl 84.1,2). Observe a associação entre a Casa de Deus e a Sua presença. Para Davi, estar com Ele era a sua prioridade. “Uma coisa pedi ao Senhor e a buscarei: que possa morar na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do Senhor e inquirir no seu templo” (Sl.27.4). A idéia de não estar com o Senhor parecia-lhe um assombro. Houve um dia em que ele externou este desespero pelo perdão divino e pela presença do Espírito Santo. Ele clamou: “Não me lances fora da tua presença e não retire de mim o teu santo Espírito” (Sl 51.11). De fato, é impossível viver sem Ele. O salmista sabia da importância de caminhar lado a lado com o Senhor para desfrutar de alegria e vitória, por isso escreveu: “Tu me farás conhecer a vereda da vida; na tua presença há plenitude de alegria; à tua mão direita há delícias perpetuamente” (Sl 16.11). Ele encontrou a direção certa e você também pode encontrá-la! Em suas meditações, o rei reafirmou o valor incalculável daquela Presença bendita junto ao homem a quem Ele ama. Faça da declaração de Davi a sua oração neste dia: “Sim, tu me fazes para sempre abençoado; tu me enches de gozo na tua presença” (Sl 21.6).

Zênio Santos

terça-feira, 4 de agosto de 2009

A VITÓRIA É SUA





"Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é avitória que vence o mundo: a nossa fé". (1 João 5:4)


Esta é a passagem companheira de 1 João 2:17 “Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz avontade de Deus permanece eternamente”. Nosso destino e futuro não têm os mesmos limites da existência ligada ao nosso pequeno planeta azul. Nosso futuro e nossa esperança ultrapassam os limites da mortalidade e dependem da nossa fé num Salvador ressurrecto e vitorioso, que está voltando para nos levar para o seu lar eterno. Está fé é demonstrada fazendo a vontade de Deus, mesmo quando a maioria na nossa sociedade escolhe ir atrás do que é passageiro.


Zênio Santos

quinta-feira, 30 de julho de 2009

É DEUS QUEM TE CONDUZ



MEDITE DIA E NOITE!

Ninguém pode tirar o nosso Deus do trono! Mesmo quando tudo parece desordenado ou um caos, Ele ainda continua pairando sobre a face das águas (Gn1.2), no controle de todas as coisas. Nossas vidas também estão em Suas mãos. Jó confessou: “Se ele retirasse para si o seu espírito e recolhesse para si o seu fôlego, toda a carne juntamente expiraria e o homem voltaria para o pó” (Jó 34.14,15). O fato é que somos totalmente dependentes Dele. “Esquadrinhas o meu andar, e o meu deitar, e conheces todos os meus caminhos”, disse o salmista (Sl 139.3). Da mesma maneira como dependemos Dele para viver fisicamente, necessitamos Dele para viver espiritualmente. “Sem mim nada podeis fazer”, disse Jesus (Jo 15.5). Ele é o caminho que nos conduz a Deus e o Espírito Santo é quem nos ajuda a manter o relacionamento com Ele, revelando a Palavra e nos ajudando a orar. “Do mesmo modo também o Espírito nos ajuda na fraqueza; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Rm 8.26). Quando abrimos o nosso coração para Jesus, o Espírito de Cristo vem habitar em nosso interior e pela fé tomamos posse Dele. Mas quando cremos na promessa que Deus nos deu e pedimos o batismo com o Espírito Santo, Ele toma posse de nós. Ele se move em nosso interior fazendo habitação e depois nos unge, nos dando capacitação para viver o Seu plano perfeito. O nosso mais elevado nível de oração acontece quando Ele ora através de nós. As possibilidades da oração são ilimitadas quando Ele assume o controle, avivando nossa mente e coração, inspirando os nossos desejos e exercendo domínio sobre a nossa vontade. Renda-se ao controle divino do Espírito de Deus e Ele reavivará diariamente em sua vida. Creia!

Zênio Santos

quarta-feira, 29 de julho de 2009

FONTE DE SABEDORIA






Deus irá honrar as palavras Dele em sua boca! Por isso, fale positivamente da sua fé, não dos temores e receios do seu coração. Uma fé negativa pode ser liberada através de palavras mal faladas, sem a sabedoria de Deus. “A boca fala do que está cheio o coração” (Lc. 6.45). Use de sabedoria para falar. Nisto você verá a diferença! “Como águas profundas é o propósito no coração do homem” (Pv.20.5). Palavras doces e tranqüilas produzem refrigério, restauração e vida por onde passam. Mas como uma enchente avassaladora, elas podem destruir e arruinar com o seu veneno e amargor. “Águas profundas são as palavras da boca do homem; e a fonte da sabedoria é um ribeiro que corre” (Pv.18.4).

Enquanto Salomão comparou as palavras com as águas, Jesus Cristo comparou-as com sementes na parábola do semeador. Ele disse: “O que semeia, semeia a palavra” (Mc.4.14). Elas podem ser selecionadas e plantadas com sabedoria para a vitória ou lançadas, impensadamente, liberando destruição. Jó foi um exemplo de paciência na tribulação, mas houve um momento em sua vida em que ele não cuidou de suas palavras. “Falei do que não entendia” (Jó 42.3). O medo da perda deu legalidade para o inimigo agir e foi grande a sua tormenta. “Porque aquilo que temia me sobreveio; e o que receava me aconteceu” (Jó 3.25). As palavras que falamos podem ser negativas ou positivas, dependendo do tipo de fé que desenvolvemos em nossos corações. A visão distorcida do caráter de Deus gerou em Jó uma fé negativa, e ele acreditava que Deus havia tomado dele tudo o que ele possuía. Mas Deus restaurou a vida de Jó, dando-lhe uma nova visão e a restauração. Profetizamos a sua vida que “dirás, pois, naquele dia: Graças te dou, ó Senhor; porque tu me confortaste” (Is.12.1).




Zênio Santos

sábado, 25 de julho de 2009

ONDE VOCÊ ESTÁ?





Gênesis 3.9, Deus pergunta a Adão:

"Onde você está?"

Deus ainda está fazendo essa mesma pergunta a cada um de nós hoje...

Onde estamos no que diz respeito ao plano de Deus para a nossa vida?

Onde estamos no que se refere aos dons e talentos que Deus nos deu?

Por muitos anos essas perguntas pulsavam e ardiam dentro de mim.

Como disse Edmund Burke: "A única coisa necessária para que o mal triunfe é os homens de bem não fazerem absolutamente nada". Acredito que de todas as questões, devemos ser mais decididos nas de natureza ESPIRITUAL. Se formos neutros nos assuntos espirituais, acabaremos descobrindo que estamos contra o "Céu".

sexta-feira, 24 de julho de 2009

A OBEDIÊNCIA DA FÉ




Crer não é uma opção, é um mandamento. Jesus disse aos seus discípulos: “Tende fé em Deus” (Mc 11.22). Sabemos que sem fé é impossível agradá-lo, portanto, se não crermos, não receberemos as respostas divinas. Observe nos evangelhos que todos aqueles que se aproximavam de Jesus, crendo na promessa de que Ele era o Messias, recebiam os Seus milagres. Da mesma forma, aproxime-se Dele crendo que Ele é Deus, o Todo Poderoso. Ele disse “que tudo o que pedirdes em oração, crede que o recebereis, e tê-lo-eis” (v.24). Faça uso da sua fé positiva, ore e apegue-se à promessa divina sem duvidar. Ela gera o poder que necessitamos para esperar pela resposta! Jesus disse: “Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes e vos será feito” (Jo 15.7). Ao se referir às palavras que guardamos em nossos corações, Jesus não estava fazendo menção apenas dos trechos bíblicos que conhecemos, mas especialmente da palavra que foi revelada pelo Espírito Santo aos nossos corações. Ele extrai da palavra logos (total) uma palavra rhema (específica). Esta palavra viva, que é como uma profecia vem impregnada de unção, cura, revelação e transformação, e toca profundamente os nossos corações. Jeremias disse: “E veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Que é que vês, Jeremias? Eu respondi: Vejo uma vara de amendoeira. Então me disse o Senhor: Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para cumpri-la” (Jr 1.11,12). Nós podemos recebê-la de várias maneiras: através de outra pessoa, da leitura bíblica ou dos dons espirituais, pelo Espírito Santo, etc. Normalmente, nos referimos a esta palavra como a promessa de Deus para nós e é ela que nos dá a certeza do milagre recebido. Jesus disse: “Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão” (Lc 21.33).


Zênio Santos

quinta-feira, 23 de julho de 2009

VOCÊ ESTÁ NO MUNDO POR QUÊ ???




"Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo". João 17:18

Não estamos aqui por acidente! Deus tem um propósito e um plano para nós. Jesus nos enviou ao mundo para tocá-lo com sua redenção e causar um impacto positivo por Ele.


Zênio Santos

quarta-feira, 22 de julho de 2009

MANTENHA O SEU CORAÇÃO AQUECIDO


Mantenha o seu coração aquecido na presença do Pai. Mesmo que as águas revoltas da adversidade tentem apagar as chamas do entusiasmo, não permita que a frieza espiritual domine a sua mente e o seu coração. Mantenha a comunhão com o Espírito Santo, “pois Ele é um fogo consumidor” (Hb 12.29). O mesmo fogo que derrete a cera endurece o barro. Da mesma forma, Deus pode extrair benefícios de todas as estações de nossas vidas! O que não procede de Deus será queimado pelo fogo purificador e o que vem do Espírito Santo se estabelecerá para a nossa edificação. O poder de Pentecostes não se esgotou no Cenáculo e as mesmas labaredas de fogo que desceram sobre os apóstolos ainda estão incendiando corações apaixonados que oram e esperam na promessa. Estes batismos de ousadia e encorajamento estão sendo derramados em todo tempo sobre todos aqueles que crêem. Como sacerdotes do Deus vivo, nós temos responsabilidade em relação a esta chama que habita dentro de nós. Não deixe que ela se apague! Receba esta palavra como uma profecia sobre a sua vida neste dia: “O fogo se conservará continuamente aceso sobre o altar; não se apagará” (Lv 6.13). É este fogo que mantém a fé avivada e a temperatura espiritual ideal para a realização de milagres. Jesus disse que nos últimos dias muitos desistiriam da fé. “Por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará” (Mt 24.12). Portanto, “sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor” (Rm 12.11). Se for necessário, remexa as brasas no altar e reacenda as chamas em seu coração. A nossa vida é feita de ciclos e dentro de pouco tempo você ouvirá a voz do Espírito dizendo: “Porque eis que passou o inverno; a chuva cessou, e se foi; aparecem as flores na terra, o tempo de cantar chegou” (Ct 2.11,12).

ZS

domingo, 5 de julho de 2009

O CASAMENTO É UMA BÊNÇÃO DE DEUS

6 ANOS DE BÊNÇÃOS, 6 ANOS DE CASADOS



DEUS É BOM E MISERICORDIOSO:

E Graças ao meu bom Deus, hoje eu e me esposa completamos 6 anos de casados, estou muito feliz pois o próprio Deus foi quem a separou para mim. Há 12 anos atrás eu conhecia a Gláucia, porém, nem imaginávamos que esse acontecimento seria para casamento!
Eu tinha 18 anos e ela 15 anos, dois adolescentes achando ser donos do mundo, nós não conhecíamos ainda o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo mais Ele já trabalhava em nossas vidas, pois Ele tinha planos para as nossas vidas, ficamos dois anos longes um do outro, para que Deus trabalhasse em nossas vidas, então depois dessas férias forçadas um do outro, nós voltamos, nos casamos e juntos a cada dia lutamos contra o inferno, somos instrumentos nas mãos de Deus. Eu só tenho a agradecer ao Pai porque Ele separou uma mulher muito especial para mim, ela é quem me sustenta em orações e me apóia para que eu tenha sucesso em meu ministério. Hoje eu vejo cumprir em minha vida a palavra que o pastor Carlos nos deixou em nosso casamento, ele usou sabiamente o texto do livro de Rute capitulo 1: 16,17 onde fala:

“Não me peça que eu te abandone e deixe de seguir-te. Porque aonde quer que tu fores, irei eu; e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo será o meu povo, o teu Deus será o meu Deus. Onde quer que morreres, morrerei eu, e ali serei sepultada. Assim me faça o Senhor, e outro tanto, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti.”

Vejo o peso que essa palavra tem em nossas vidas quando sinto o suporte que ela me oferece e leva a serio o Evangelho de Cristo, nosso povo é somente um, nosso Deus somente um, ela está onde eu estou e somente a morte poderá nos separar.
Juntos alcançaremos as nossas famílias para Cristo, falaremos do amor do Pai onde quer que o Senhor nos colocar. Ele já nos tem dado a direção agora só depende de nós mesmos, precisamos fazer valer aquilo que Ele vem trabalhando em nossas vidas desde o dia em que Ele nos apresentou.
Pai, mais uma vez te agradeço, muito obrigado por essa mulher tão especial que o Senhor colocou em minha vida, quando eu leio Provérbios 31 entendo que o senhor está me mostrando aquela que separastes com todo carinho para o teu servo.

Gláucia EU TE AMO. E por mais um dia EU TE AMO, e por toda minha vida EU TE AMO.

Do seu marido e eterno namorado:

Zênio Santos.

sábado, 4 de julho de 2009

ALGUMAS FOTOS DO IMPACTO EVANGELÍSTICO EM DIADEMA





Impacto Evangelistico em Diadema 27 de Junho de 2009


MINISTÉRIO RENOVO PARA AS NAÇÕES

Cumprindo a Grande Comissão


"O Reino dos céus é como o fermento que uma mulher tomou e misturou com uma grande quantidade de farinha e toda a massa ficou fermentada"
[Mateus 13:33]

Amados,

O Reino de Deus é semelhante ao fermento, que em pequena quantidade, leveda toda a massa!

Sabemos que na época de Jesus não havia fermento em pó Royal! E sabemos também que o fermento era uma porção da própria massa que a mulher separava, para depois colocá-la de volta e fazer crescer toda a massa.

As metáforas que Jesus usou em suas parábolas do Reino (grão de mostarda MT. 13:31-32 e o fermento) fazem alusão à nossa INFLUÊNCIA neste mundo!

Certamente, Deus separa os filhos dEle para depois colocá-los de volta no mundo gerando transformação completa da “massa”.

E o que vimos no último sábado, dia 27 de junho de 2009, é um exemplo puro de como gerar transformação na sociedade pela influência através de projetos de educação e serviços à comunidade.

A ABENCO – Associação Beneficente Nova Conquista, juntamente com sua igreja mãe, Igreja Batista Nova Conquista foi um grão de mostarda que cresceu e se fez uma grande árvore para que os passarinhos venham e encontrem um ninho. Pastor Josué, líder da Associação e pastor da igreja, abriu as portas e nos deu todo o suporte para ali, realizarmos mais um impacto evangelístico, desta vez, na cidade de Diadema, em São Paulo.

Uma estrutura equipada com salas, nas quais foram realizados atendimentos de consultoria jurídica, psicológico, oftalmológico, aferimento de pressão arterial, medir diabetes, serviços de cabeleireiro, maquiagem artística (pintura de rosto) e atividades de educação artística para as crianças e seus pais; com quadra e playground, onde realizamos o Kids Games (jogos recreativos com aplicações evangelísticas e pedagógicas cristã para crianças), com cozinha e refeitório onde tivemos uma deliciosa refeição preparada pelos membros da Associação.

Os voluntários, alguns vindos da 1ª Igreja Batista da Lapa, Igreja Apostólica Cristã Ágape e outras se agregaram ao Ministério Renovo para as Nações e ao Centro de Missões da Faculdade Teológica Batista de São Paulo, sob a coordenação do Pastor Abner Morilha, impactaram a comunidade carente de Nova Conquista.

As equipes foram divididas em grupos de acordo com suas habilidades: Atendimento psicológico, aconselhamento, maquiagem artística, Kids Games, teatro, história e evangelismo pessoal.

Belíssimas pinturas faciais alegraram o coração das crianças e de seus pais. As irmãs que fizeram as pinturas são verdadeiras artistas! A fila de espera para receber a pintura era muito grande, e sem perder tempo, as crianças conheciam o plano de salvação enquanto esperavam na porta. O instrumento para isso? As abençoadas pulseiras com as cores do livro sem palavras.

Essas mesmas crianças se alegraram e aprenderam mais do Evangelho com divertidas brincadeiras e já chegavam no Kids Game sabendo o plano da salvação por causa das pulseirinhas que haviam recebido e repetiam com força toda vez que os “tios” perguntavam a respeito das cores e seus significados. Além disso, em cada brincadeira que participavam ao final, escutavam uma aplicação pedagógica cristã que fortalecia os princípios da Palavra de Deus.

Na frente de batalha, foi o grupo de evangelismo pessoal que saiu em busca das vidas para o Senhor por entre as ruas e vielas da comunidade carente. Mesmo mediante algumas complicações sociais como pobreza, tráfico de drogas, violência domestica, maltrato infantil e constante monitoração de todos os nossos passos por “olheiros” (pessoas responsáveis por comunicar qualquer anormalidade aos líderes do tráfico) todos nos receberam de braços abertos. Pudemos falar das Boas Novas inclusive para alguns dos traficantes e muitos moradores oraram e choraram diante do Senhor ali mesmo nas ruas aceitando Jesus Cristo como Senhor e Salvador.

O evangelismo não foi feito apenas com a intenção de trazê-los ao Senhor Jesus, mas também com o objetivo de acompanhá-los na sua caminhada cristã. Cadastramos todos que se decidiram e ou se reconciliaram com o Senhor.

Resultados:

· Aproximadamente 1260 atendimentos, entre eles crianças e adultos;

· Aproximadamente 550 crianças oraram recebendo Jesus como Senhor e Salvador;

· Aproximadamente 257 adultos oraram recebendo Jesus como Senhor e Salvador;

· 57 pessoas solicitaram estudos bíblicos em suas casas.




Com certeza, uma marca foi deixada nas pessoas daquela comunidade. Elas nunca mais esquecerão de que Deus se importa com suas vidas e de forma integral: corpo, alma e espírito.

Esteja conosco nos próximos impactos! Aproveite a oportunidade para falar do Amor de Deus e, ao mesmo tempo, contribuir para transformação de nossa sociedade.

“O EVANGELHO TODO PARA O HOMEM TODO PARA TODOS OS HOMENS”

Deus abençoe sua vida!
Ministério Renovo para as Nações
&
Centro de Missões da Faculdade Teológica Batista de São Paulo
&
Equipes
Cumprindo a Grande Comissão

Texto de Isabela Siqueira
Ministra de Louvor


Veja os links das fotos e o vídeo do Impacto:

http://picasaweb.google.com/AbnerDuc/ImpactoDiadema27DeJunhoDe2009#

quinta-feira, 25 de junho de 2009

NÃO SÓ DE PÃO VIVERÁ O HOMEM

Naquele tempo, o Espírito conduziu Jesus ao deserto, para ser tentado pelo diabo. Jesus jejuou durante quarenta dias e quarenta noites, e, depois disso, teve fome. Então, o tentador aproximou-se e disse a Jesus: “Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães!” Mas Jesus respondeu: “Está escrito: Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus”. Então o diabo levou Jesus à Cidade Santa, colocou-o sobre a parte mais alta do Templo, e lhe disse: “Se és Filho de Deus, lança-te daqui abaixo! Porque está escrito: Deus dará ordens aos seus anjos a teu respeito, e eles te levarão nas mãos, para que não tropeces em alguma pedra”. Jesus lhe respondeu: “Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus!” Novamente, o diabo levou Jesus para um monte muito alto. Mostrou-lhe todos os reinos do mundo e sua glória, e lhe disse: “Eu te darei tudo isso, se te ajoelhares diante de mim, para me adorar”. Jesus lhe disse: “Vai-te embora, Satanás, porque está escrito: Adorarás ao Senhor, teu Deus, e somente a ele prestarás culto”. Então o diabo o deixou. E os anjos se aproximaram e serviram a Jesus.
Contam a história das tentações de Jesus, logo depois do Batismo – Marcos de uma forma resumida, Mateus e Lucas de uma maneira mais elaborada. Devemos lembrar que estes relatos procuram expressar uma experiência particular de Jesus, e não devem ser interpretados ao pé da letra, de uma maneira fundamentalista. Ligando as tentações ao batismo de Jesus, os evangelistas frisam que a sua experiência é como a nossa própria – nós também temos compromisso com o projeto de Deus, particular e comunitariamente, mas entre o nosso compromisso e a sua concretização de uma maneira coerente com o seguimento de Jesus, existem muitas tentações, que exigem discernimento! O texto diz que Jesus era “conduzido pelo Espírito ao deserto”(v.1). O Espírito não conduz Jesus à tentação, mas o acompanha nas tentações. Como o Espírito Santo não o abandonou no momento de crise, mas lhe dava força, tampouco vai nos abandonar nos momentos de crise e discernimento. O início das tentações se dá no deserto. Mateus quer evocar a experiência de Israel, pois para ele Jesus era o Novo Moisés, e a Igreja é o Novo Povo de Deus, e podemos lembrar que no deserto o povo foi tentado e sucumbiu – mas Jesus é tentado e vence! Olhando bem as tentações, podemos encontrar neles três grandes tentações também para a vida cristã: as do “Ter”, do “Poder” e do “Prazer”. As tentações de Jesus não são para coisas que são más em si, mas que causariam desvios do plano do Pai. Não é diferente com a vida cristã hoje – raramente somos tentados a assumir algo mau em si, mas sim a fazer opções para coisas boas em si, mas que seriam incoerentes com o projeto de Deus para nós! A tentação vem de forma sutil, disfarçada – vale notar que nas três tentações o diabo não nega a identidade e missão de Jesus, mas as confirma “Se és Filho de Deus...” Também para nós, a tentação pode se apresentar como algo que não nega a nossa identidade cristã, mas que seja condizente com ele. Por isso a necessidade da “vigilância” para não cairmos em tentação, uma advertência constante dos evangelhos. Primeiro, Jesus era tentado a mandar que uma pedra se tornasse pão. Jesus veio para doar-se como o Servo de Javé – mas logo, no momento do primeiro sacrifício por causa da sua opção, ele é tentado a esquivar-se! É a tentação do “prazer” hoje – entre as mais comuns, num mundo que prega a satisfação imediata dos desejos, numa sociedade que cria necessidades falsas através de sofisticadas campanhas de propaganda. Estamos numa sociedade de individualismo, onde a regra dominante é “se deseja, faça”! Uma sociedade onde o sacrifício, a doação e a solidariedade são considerados como a ladainha dos perdedores! E a resposta de Jesus é contundente: “Não só de pão vive o homem”(v.4). Jesus enfrenta esta tentação – e as outras – com citações tiradas de Dt 6-8, que versam sobre a primazia da Palavra de Deus como o alimento do seu povo na caminhada. Jesus aqui dá o verdadeiro sentido do seu jejum – Deus é o único sustento da verdadeira vida. Jesus, possuído pelo Espírito de Deus, confia no seu Deus para sustentá-lo. A obediência de Jesus como Filho e Servo (cf. Hb 5,7-8), simbolizada pelo jejum, é agora verbalizada. Jesus confia que o seu Pai vai sustentá-lo em todos os seus sofrimentos e tribulações, provenientes duma vida coerente com a sua vocação. Uma bela lição para nós, nos momentos difíceis da nossa caminhada cristã!
A pessoa humana, para Jesus, vive certamente de pão – mas não só! Jesus não é sádico nem masoquista, contra o necessário para uma vida digna. Salienta muito bem que não é somente a posse de bens (simbolizados pelo pão) que traz a felicidade, mas a busca de valores mais profundos, como a fidelidade à vontade de Deus, a justiça, a partilha, a doação, a solidariedade com os sofredores. Não faz nenhum contraste falso entre bens materiais e espirituais – precisamos de ambos para que se tenha a vida plena! Com esta frase, Jesus desautoriza tanto os que buscam a sua felicidade e a solução dos problemas do mundo na simples satisfação das necessidades materiais, como os que dispensam a luta pelo pão de cada dia para todos – duas tendências não ausentes entre nós cristãos. A segunda tentação é de confiar no poder – fazer milagre diante de milhares, para demonstrar o seu poder. A tentação do poder é tremendamente insídia (triçoeira) em nós, na sociedade e nas Igrejas. Jesus veio como Servo, assumiu a missão do Servo de Deus o Pai, mas é tentado a confiar mais no poder, no extraordinário, e não no Deus Libertador e nos pobres. Quantas vezes a Igreja confiava mais no poder secular do que na fragilidade da Cruz, para “evangelizar”! Quanta aliança entre a cruz e a espada – a América Latina que o diga! E continua corrente esta tentação – de confiar mais nas concentrações nos estádios cheios, com “milagres” e “prodígios”, do que nos grupos pequenos e humildes das comunidades cristãs, dirigidas pelos pobres, espalhadas pelo Brasil afora! Somos todos capazes de cair nesta tentação – não de ter o poder para servir, mas de confiar no poder deste mundo, aparentemente mais forte e eficaz do que a fraqueza de Deus, assim contradizendo o que Paulo afirmava com força “A fraqueza de Deus é mais forte do que os homens”(1 Cor 1,25) e ainda: “Deus escolheu o que é fraqueza no mundo, para confundir o que é forte”(1 Cor 1,27). Jesus, que veio para servir e não para ser servido, que veio como o Servo Sofredor e não como dominador, teve que clarificar a sua vocação e despachar o diabo, o tentador, com a frase “Não tente o Senhor seu Deus!”(v.7). A terceira tentação pode ser vista como a do “ter”. Não que o dinheiro seja algo ruim – sem ele não se vive! Se torna um mal quando chega a ser um ídolo – a fonte de nossa auto-suficiência! É ruim quando se fundamenta a vida sobre ele. Jesus não é tentado a ser um ricaço – mas é tentado no sentido de fugir da sua vocação de ser o messias, tão esperado pelos pobres de Javé, e profetizado por Segundo-Isaías, Zacarias e Sofonias. É tentado a acreditar mais no poder da riqueza do que na pobreza dos seus futuros discípulos da Galiléia. De novo, algo muito semelhante com a nossa situação atual. Nós temos que viver o nosso compromisso no mundo da globalização do mercado, do neo-liberalismo, do “evangelho” do mercado livre. Diariamente, os meios da comunicação de massa trazem para dentro das nossas casas – inclusive casas religiosas – a mensagem de que é necessário “ter mais”, e não importa “ser mais”! E como sempre, a tentação vem de forma atraente – até a Igreja pode cair na tentação de achar que a simples posse de bens, que poderão ser usados em favor da missão, garantirá uma ação mais evangélica. Somos tentados a não acreditar na força dos pobres, de não seguir as pegadas do carpinteiro de Nazaré. Quantas vezes nós somos tentados a confiar no poderio do dinheiro, como se a compra de instrumentos e aparelhos cada vez mais sofisticados garantisse a evangelização. É certo que devemos utilizar o que a ciência moderna nos fornece, mas sem confiar nisso como o fundamento da nossa missão. Jesus enfrentou essa mesma tentação – ele que veio para ser pobre com os pobres, para manifestar o Deus que opta preferencialmente por eles, é tentado a confiar nas riquezas. Para o diabo – e para o nosso mundo que idolatra o bem-estar material e o lucro, mesmo às custas da justiça social - Jesus afirma: “Você adorará o Senhor seu Deus, e somente a ele servirá”(v.10). Realmente, podemos nos encontrar nas tentações de Jesus. O “ter”, o “poder” e o “prazer” são coisas boas, quando utilizados conforme a vontade de Deus, mas altamente destrutivas quando tomam o lugar de Deus em nossas vidas! Jesus teve que enfrentar o que nós hoje enfrentamos – o “diabo” que está dentro de nós, o tentador que procura nos desviar da nossa vocação de discípulos. E o texto nos coloca diante da orientação básica para quem quer ser fiel a sua vocação cristã: “Você adorará o Senhor seu Deus, e somente a ele servirá”(v.10). O texto nos ensina que Jesus, Filho e Servo, vencerá a hostilidade à sua missão pela sua fé obediente, e libertará as pessoas dominadas pela força do mal. Mas a tentação não era de um momento só – voltará mais vezes na vida de Jesus, como nas nossas. Aparecerá de novo no caminho de Cesaréia de Filipe, no Horto das Oliveiras e especialmente na Paixão – a suprema investida do diabo! Diante das várias opções disponíveis, diante dos diversos modelos de messianismo, Jesus teve que discernir a vontade do Pai. É o desafio da vida cristã hoje. Medite nisso. e Que Deus abençoe a sua vida Sempre.

ZS.